segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Doença rara faz jovem dormir por até 10 dias seguidos


Enquanto a maioria dos adolescentes sofre para levantar da cama pela manhã, Louisa Ball, 16, pode levar até dez dias para despertar completamente do sono.


Ela sofre de um raro distúrbio neurológico chamado síndrome de Kleine-Levin (SKL), que já a fez dormir durante provas, aniversários de amigos e feriados inteiros.

“Eu tinha alucinações e, depois, não me lembrava de nada. De repente tudo ficava escuro e eu dormia por dez dias. Acordava e tudo estava bem de novo”, disse a jovem à BBC.

A doença se manifestou em 2008, quando a adolescente começou a cochilar nas aulas e a se comportar de forma estranha.

Levada ao médico, acabou por ser diagnosticada com a síndrome de Kleine-Levin, doença cuja causa é desconhecida e sem cura.

“Um indivíduo com SKL terá episódios de sono, geralmente com duração entre uma e três semanas, com distúrbios cognitivos nas poucas horas em que estiver acordado”, diz Tom Rico, pesquisador do Centro de Narcolepsia e SKL da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Segundo ele, a síndrome às vezes se manifesta após infecções ou outras doenças. Ela geralmente afeta adolescentes do sexo masculino, que também podem apresentar hipersexualidade, irritabilidade e o hábito de comer compulsivamente.

“Durante esse período, um paciente dormirá algo entre 16 e 22 horas por dia, todos os dias, até o fim do evento.”

O tratamento recomendado é permitir que o paciente durma, e não ministrar remédios.

Quando a doença para de se manifestar, conta o médico, o indivíduo volta a dormir e a se comportar normalmente.

Rico diz que não há dados sobre a prevalência da doença, já que muitos casos jamais são diagnosticados.

A boa notícia é que ela pode desaparecer como surgiu, o que geralmente ocorre após dez ou 15 anos.


Recordações


Louisa diz se lembrar de muito pouco quando acorda de um episódio. “É tudo branco – sem sonhos. Agora eu recordo mais o que aconteceu. Antes eu não lembrava nada. Meu pai acha que meu cérebro está aprendendo a lidar com isso”, diz a jovem.

A síndrome quase arruinou os seus planos profissionais, já que ela dormiu durante a maioria das suas provas.

Mas a faculdade permitiu que ela se matriculasse, e hoje Louisa estuda desempenho e excelência esportiva. Seu sonho é se tornar uma dançarina.

Quando ela acorda, leva alguns dias até que volte completamente à rotina, e seu corpo fica rígido, dificultando a dança.

Médicos disseram à família que, durante os episódios de sono excessivo, é crucial acordá-la uma vez ao dia para alimentá-la e levá-la ao banheiro.

Mas Lottie, a mãe, diz que a tarefa pode ser penosa: “Já tentei forçá-la a se levantar, mas ela começa a suar e fica muito agitada e agressiva”.

Frustrados com a falta de informações sobre a doença na Grã-Bretanha, seus pais a levaram até o hospital Pitié-Salpétrière, em Paris, onde pesquisadores avaliam se o distúrbio pode ter sido causado por um gene defectivo.

Boa fase

Atualmente, Louisa vive uma fase boa: faz mais de três meses que não tem nenhum episódio da doença e, há algumas semanas, ganhou uma competição de dança.

Mas seus pais continuam a vigiá-la em busca de sinais do distúrbio.

“Às vezes eu penso ‘por que eu?’, já que sempre fui uma pessoa saudável. Mas de repente aconteceu e não há motivos. Isso me frustra”, diz a jovem.

“Mas agora me acostumei e aprendi a viver com isso. Sou uma garota especial.”

BBC Brasil

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mulher que não sente medo pode ajudar cientistas a tratar fobias


Uma mulher que não vivencia a sensação de medo é a última esperança dos cientistas para tratar fobias extremas e transtornos de estresse pós-traumático.



SM, uma mãe de dois filhos e 44 anos que permanece anônima, serviu de "cobaia" para pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, estudarem os efeitos da ausência de uma estrutura cerebral responsável pelas emoções.

Em um raro caso, a paciente teve as chamadas amígdalas cerebrais destruídas por uma doença. Essas estruturas em forma de amêndoa, uma de cada lado do cérebro, são conhecidas dos cientistas por estar associadas à geração de medo em animais, de ratos a macacos.

Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, os pesquisadores afirmam que, pela primeira vez, é possível confirmar cientificamente que a ausência da amígdala também impede a experiência do medo em humanos.

"Para provocar medo, expusemos SM a serpentes e aranhas vivas, a levamos para um passeio em uma casa assombrada e lhe mostramos filmes de grande apelo emocional. Em nenhum momento ela manifestou medo, e nunca disse ter sentido senão níveis mínimos de medo", escreveram os cientistas.

"Da mesma forma, ao longo de uma bateria de questionários de perguntas e respostas (avaliando o receio dela de morrer ou falar em público, por exemplo), três meses de amostras de experiências na vida real e uma história de vida repleta de eventos traumáticos, SM repetidamente demonstrou ausência de manifestações abertas de medo, e pouca experiência geral de medo."

Os pesquisadores disseram ter ficado especialmente impressionados com a reação dela às cobras e serpentes vivas. Levada para uma loja de animais de estimação, SM começou a tocá-los imediatamente, "de curiosidade".

Além disso, SM declarou ter passado por situações violentas potencialmente traumáticas – ela teria sido ameaçada com faca e arma de fogo, por exemplo –, sem manifestar nenhum temor.
"Sem a amígdala, o alarme no cérebro que nos impede de evitar perigo fica ausente", sintetizou o coordenador do estudo, Justin Feinstein.

"A paciente se aproxima exatamente das coisas que ela deveria evitar. Ao mesmo tempo, surpreendentemente, ela tem consciência do fato de que deveria evitá-las. É bem impressionante que ela ainda esteja viva."

Tratamento

Apesar de sua falta de medo, SM é capaz de manifestar outras formas de emoções básicas e experimentar os sentimentos respectivos, disseram os cientistas.

Eles acreditam que as conclusões do estudo podem ajudar a direcionar o tratamento de pacientes com fobias extremas ou transtornos de estresse pós-traumático.

"No último ano, tenho tratado veteranos de guerra retornando do Iraque e do Afeganistão que sofrem com estresse pós-traumático. As vidas dessas pessoas são impregnadas de medo, às vezes eles não conseguem sequer sair de casa devido ao sentimento onipresente de perigo", disse Feinstein.

Para o co-autor do estudo, Daniel Tranel, "psicoterapia e medicação são as opções existentes de tratamento de estresse pós-traumático, que poderiam ser refinadas e desenvolvidas com o objetivo de visar à amígdala".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Máquina para gravar sonhos é possível, diz cientista


Um pesquisador nos Estados Unidos afirmou que tem planos para criar um dispositivo eletrônico de gravação e interpretação de sonhos.



Moran Cerf, do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia (oeste do país), afirma que a "leitura dos sonhos" é possível baseada em um estudo inicial que, segundo o cientista, sugere que a atividade de células individuais do cérebro, os neurônios, é associada a objetos ou conceitos específicos.

Em sua pesquisa Cerf descobriu que, quando um dos voluntários estava pensando na atriz Marilyn Monroe, um neurônio em particular foi ativado.

Ao mostrar a voluntários acordados que participaram de seu estudo uma série de imagens, Cerf e seus colegas conseguiram identificar neurônios que eram ativados pelos objetos e conceitos.

Ao observar qual neurônio se ativava e quando isso acontecia, os cientistas construíram uma base de dados para cada paciente.

Com ela, Cerf alega que é, efetivamente, capaz de "ler as mentes” dos voluntários.

Análise do sonho

Há séculos são feitas tentativas de interpretar os sonhos; no Egito antigo, por exemplo, eles eram considerados mensagens dos deuses.

Atualmente, análises de sonhos são usadas por psicólogos como uma ferramenta para compreender o inconsciente. Mas a única forma de interpretar os sonhos é perguntar para as pessoas depois que elas acordam.

O objetivo do projeto de Moran Cerf e sua equipe é desenvolver um sistema que daria aos psicólogos uma forma de corroborar as lembranças destes sonhos com a visualização eletrônica da atividade cerebral durante o sonho.

"Não há uma resposta clara para a razão de os humanos sonharem", disse Cerf. "E, uma das questões que gostaríamos de responder é quando nós criamos estes sonhos."

No entanto, o cientista admite que há um longo caminho antes que a simples observação das reações de um neurônio específico possa se transformar em um dispositivo para gravar sonhos. Mas Cerf acredita que existe uma possibilidade e ele gostaria de tentar.

Para isso, o próximo estágio de seu trabalho é monitorar a atividade do cérebro dos voluntários enquanto eles estão dormindo.

Os pesquisadores vão conseguir identificar imagens ou conceitos relacionados com os que estão arquivados em sua base de dados. Mas, esta base de dados pode, na teoria, ser construída. Por exemplo, ao monitorar a atividade dos neurônios enquanto o voluntário está assistindo um filme.

Eletrodos e sensores

Roderick Oner, psicólogo clínico e especialista em sonhos britânico, acredita que este tipo de visualização limitada pode gerar interesse acadêmico, mas, por outro lado, pode não ajudar muito na interpretação dos sonhos ou em terapias.

"Para isso você precisa da narrativa total e complexa do sonho", afirmou.

Outra dificuldade com a técnica proposta por Moran Cerf é que, para conseguir o tipo de resolução necessária para monitorar neurônios individuais, os voluntários teriam que ter eletrodos implantados profundamente, por um processo cirúrgico, no cérebro.

No estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores americanos conseguiram os primeiros resultados ao estudar voluntários com o implante de eletrodos usados normalmente para tratar de convulsões cerebrais.

Mas Cerf acredita que a tecnologia de sensores está se desenvolvendo em um ritmo tão acelerado que, com o tempo, poderá ser possível monitorar a atividade do cérebro sem a necessidade de cirurgias.

"Seria maravilhoso ler as mentes das pessoas quando elas não podem se comunicar, como em pessoas em coma", disse o cientista.

Interface

Para o professor Colin Blakemore, da Universidade de Oxford, existe uma distância grande entre os resultados limitados obtidos no estudo do cientista americano e a possibilidade de gravar sonhos.

Já foram feitas tentativas de criar interfaces para traduzir pensamentos em instruções para controlar computadores e máquinas.

Mas, a maioria destas tentativas se concentrou em áreas do cérebro envolvidas no controle de movimentos. Os sistemas de monitoramento que Cerf pretende criar visam áreas mais sofisticadas do cérebro para poder identificar conceitos abstratos.

O cientista americano afirma que as pesquisas e usos de um dispositivo que lê a mente de outra pessoa são muitos.

"Por exemplo, em vez de escrever um email, você poderia apenas pensar o email. Ou, outra aplicação futurista, seria pensar em um fluxo de informações e ter estas informações escritas bem à sua frente", disse.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Experimento reverte o envelhecimento



Uma técnica para manter saudável a estrutura dos cromossomos pode reverter o envelhecimento dos tecidos.

Mariela Jaskelioff e colegas do Instituto de Câncer Dana Farber Cancer, em Massachusetts (EUA), conduziram um experimento com camundongos programados com telômeros curtos e telomerase inativa para ver as consequências dessa combinação.


O resultado é que os animais tiveram um período de vida curto, órgãos atrofiados e cérebros menores que aqueles que não haviam sido programados.

Os telômeros, que ficam nas extremidades dos cromossomos, diminuem a cada divisão celular, mas as células param de se dividir e morrem quando eles ficam abaixo de um certo comprimento.

Cabe à enzima telomerase retardar essa degradação adicionando um novo DNA na ponta dos telômeros.

Quatro semanas depois de os cientistas tornarem a telomerase dos camundongos ativa, eles detectaram que o tecido se regenerou em diversos órgãos, nova células cerebrais se desenvolveram e a vida dos camundongos foi prolongada.

A pesquisa, em fase experimental com animais, é mais uma evidência das relações entre o comprimento dos cromossos e as doenças relacionadas à idade, que pode levar à aplicação em seres humanos no futuro.

da revista New scientist

NEURUECE News em sua 100ª postagem


Em pouco mais de 18 meses de reativação, a Liga de Neurociências da UECE orgulha-se pelo êxito que vem conquista em suas atividades quanto à promoção de conhecimento em Neurociências.

Foram meses de esforços múltiplos de ligantes e orientadores na consolidação de uma das principais ligas de Neurociências do país, tendo em vista as atividades desenvolvidas e o reconhecimento quando do convite para palestrar sobre a experiência em pesquisa durante o III Encontro Nacional de Ligas Acadêmicas de Neurociências, no Congresso Brasileiro de Neurociências e Comportamento 2010, em Caxambu, MG.

Com a missão de bem distribuir o interesse e a vocação em Neurociências, o NEURUECE News tem papel fundamental: ligado ao site oficial da liga, o blog teve mais de 2.000 visitas desde sua instalação. Com as principais notícias em Neurociências, o blog é parada obrigatória aos que têm curiosidade e interesse na área.

Que a 100ª postagem seja o anúncio de tempos ainda melhores, aliando o amplo interesse em divulgar parte das Neurociências ao também amplo desejo de conhecer um pouco mais sobre o mais indecifrável e misterioso órgão humano: o cérebro!

sábado, 27 de novembro de 2010

NEURUECE e o Simpósio de Neuroemergências



Durante os dias 26 e 27 de novembro, em uma programação que integrou os principais pontos em Neurologia e Neurocirurgia, a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia, sob apoio da Liga de Neurociências da UECE, promoveu o Simpósio de Neuroemergências.

Com o auditório do Shopping Del Paseo lotado, foram 12h com os melhores especialistas do estado em um modelo dinâmico e interativo voltado ao público diversificado presente.

A realização do simpósio é mais uma ação resultante da parceria de êxito entre a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia e a Liga de Neurociências da UECE, que se encarregou da promoção do evento e realização de inscrições.

Para o presidente da NEURUECE, o ligante João Brainer, " a relação com a SOCENNE ratifica o compromisso da Sociedade no aperfeiçoamento na área ainda durante a graduação, ampliando seus campos de atuação e direcionando os futuros médicos ao bom exercício da especialidade". Ainda de acordo com João Brainer, " o ano de 2010 foi ímpar para a NEURUECE e para a SOCENNE, e juntas conseguiram difundir melhor o conhecumento em Neurociências no estado".

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NEURUECE e o Dia Mundial do AVC







Em parceria com o Hospital Geral de Fortaleza, a Liga de Neurociências da UECE participou, em 29 de outubro, da mobilização referente ao Dia Mundial de Combate ao AVC.

Em atividades que se estenderam por todo o dia, houve o I Encontro de Cuidadores em AVC, em que acompanhantes, pacientes e profissionais de saúde tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e elucidar dúvidas comuns ao transtorno neurológico de maior impacto em saúde no Ceará.

Os ligantes tiveram a oportunidade se distribuir por diferentes loci, axuliando na realização de diferentes ações que marcaram o dia.

Já na Secretaria de Saúde do estado, Dr. João José Carvalho, orientador da Liga de Neurociências da UECE, lançava a notificação obrigatória de AVC para todo o estado.

Com o evento, a NEURUECE ratifica seu compromisso com a promoção em saúde em ações que integrem o conhecimento produzido na Universidade em prol da qualidade de vida da população.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Médicos britânicos tratam vítima de derrame com células-tronco


Médicos britânicos injetaram células-tronco no cérebro de um paciente vítima de derrame, como parte de um estudo para descobrir um novo tratamento para a doença



O homem idoso, que não apresentava melhora em seu estado de saúde havia muitos anos, é a primeira pessoa no mundo a receber o tratamento experimental, que envolve 12 pacientes do Southern General Hospital, em Glasgow, na Escócia.

Ele recebeu uma injeção com uma pequena dose de células-tronco no último fim de semana, já recebeu alta e, segundo os médicos, passa bem.

O objetivo do teste inicial é garantir que o procedimento seja seguro para os pacientes.

Durante o próximo ano, outras vítimas de derrame cerebral receberão doses progressivamente maiores, ainda para descobrir se o tratamento não apresenta altos riscos.

Mas os médicos também examinarão os pacientes para verificar se as células-tronco conseguiram restaurar as células do cérebro e se seu estado de saúde melhorou.

O tratamento experimental recebeu críticas porque usou células cerebrais de fetos para gerar as células-tronco, mas os criadores do projeto alegam ter recebido aprovação ética do órgão regulador da medicina na Grã-Bretanha e dizem que apenas um pequeno número de fetos foi usado nos primeiros estágios da pesquisa e agora eles não seriam mais necessários.

Primeiros passos

O neurocientista Keith Muir, professor da Universidade de Glasgow e médico do Southern General Hospital, diz que se os testes forem bem sucedidos eles podem levar a pesquisas mais detalhadas.

"Esperamos que no futuro isso leve a estudos mais amplos para determinar a eficácia das células-tronco no tratamento das deficiências causadas pelos derrames", disse ele.

O primeiro grupo de pacientes a receber o tratamento experimental é formado por homens acima de 60 anos que não apresentaram melhora de seus sintomas ao longo de vários anos.

Ter um grupo de pacientes com critérios tão limitados permite que médicos e cientistas comparem melhor qualquer avanço em seu estado de saúde, mesmo nos estágios iniciais da pesquisa.

Se os testes obtiverem bons resultados, os cientistas pretendem levar adiante estudos envolvendo grupos maiores de pacientes, daqui a dois anos.

sábado, 13 de novembro de 2010

Álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack , diz estudo


Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.


O estudo divulgado na publicação científica Lancet classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.

Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como “crystal meth” são mais danosas aos usuários, mas quando computados também os danos às pessoas em volta do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

Apolítica

Um dos autores do estudo é David Nutt, que ocupou o cargo de principal conselheiro do governo britânico para a questão das drogas.

Após deixar o posto, no ano passado, ele formou o Comitê Científico Independente sobre Drogas, instituição que se propõe a investigar o tema de forma apolítica.

O professor Nutt afirma que "considerados os danos totais, o álcool, o crack e a heroína são claramente mais prejudiciais que todas as outras (substâncias)".

"Nossas conclusões confirmam outros trabalhos que afirmam que a classificação atual das drogas tem pouca relação com as evidências de danos", diz o estudo.

"Elas também consideram como uma estratégia de saúde pública válida e necessária o combate agressivo aos males do álcool."

NEURUECE renova parceria com o Banco do Nordeste



Após decisão do ambiente de Comunicação Social, a Liga de Neurociências da UECE teve sua parceria de patrocínio renovada para as atividades de 2011. De acordo com o presidente da NEURUECE e responsável pelo projeto aprovado, "a parceria com o Banco do Nordeste mostra a afinidade da instituição com políticas de incentivo à pesquisa, ao aperfeiçoamento do ensino superior público do estado e com a atividades de promoção à saúde, investindo em ações que beneficiem estrategicamente o Nordeste".

Com o novo patrocínio, a NEURUECE tem acesso a equipamentos e produtos que permitirão o fortalecimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de apoio ao I Curso de Neurociências do Ceará, uma realização da NEURUECE com diversos apoiadores.

A NEURUECE acredita no fortalecimento de parcerias importantes, concretizando projetos que possam aperfeiçoar o ensino e a prática do conhecimento médico em Neurociências. Ainda de acordo com o presidente da NEURUECE, "novas parcerias serão instituídas, seja de cunho financeiro, seja para intercâmbio científico; afinal, há inúmeros projetos em curso precisando de apoiadores".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

NEURUECE e o 48º Congresso Brasileiro de Educação Médica




Centrada nos três princípios da organização universitária, a NEURUECE investe em pesquisas sobre Educação Médica. O resultado são duas expressivas pesquisas apresentadas durante o 48º Congresso Brasileiro de Educação Médica, em Goiânia. Os ligantes João Brainer e Willian Lopes se responsabilizaram, respectivamente, pela apresentação das pesquisas "Ligas Acadêmicas: coadjuvantes ou protagonistas na formação médica?", em apresentação Oral, e "Atlas Fotográfico de Neuroanatomia: a construção e a integração do conhecimento em Neurociências", sob o formato de pôster.

Para o ligante João Brainer, "as ligas acadêmicas assumem valioso papel quanto ao ensino na escola médica de origem, sendo responsáveis, em papel de protagonistas, em preceitos curriculares, abordagem prática e aprofundamento em áreas ditas essenciais à formação médica generalista". Ainda de acordo com João Brainer, "a NEURUECE continuará conduzindo pesquisas em Educação Médica, emanando esforços para rotas coletarais à natural rejeição do alunato quanto ao ensino das neurociências na graduação médica".

sábado, 23 de outubro de 2010

Francesa considerada clinicamente morta acorda após 14 horas


Filhos não quiseram desligar os aparelhos de Lydia Paillard no hospital.
Ela afirmou que não houve um erro médico, mas um 'erro de comunicação'





Uma mulher considerada "muito provavelmente clinicamente morta" em um hospital na França acordou horas depois disso, depois de seus filhos terem se recusado a desligar os aparelhos.

Os médicos estavam preparando a pacidente de câncer Lydia Paillard, de 60 anos, para uma sessão de quimioterapia quando ela morreu, disse Yves Noel, diretor do hospital Rive Droite, de Bourdeaux.

Um médico conseguiu ressuscitá-la e colocá-la em um respirador artificial. Mas, consultando outros médicos, chegou à conclusão de que ela estava "muito provavelmente clinicamente morta".

Mas seus filhos não quiseram desligar os aparelhos, e ela foi transferida para o hospital universitário da cidade de Lormont, onde um exame mostrou que ela, de fato, não havia tido morte cerebral, disse o médico.

"É um tipo de milagre", disse ele.

A mulher acordou 14 horas depois. Ela disse que o médico que a "ressuscitou" cometeu um erro de comunicação, e não um erro médico, e agradeceu a ele por ter salvo sua vida.

"Tudo o que eu me lembro é que eu não me senti bem depois de ter recebido uma injeção para me impedir de vomitar", disse ela. "Meus filhos, que eu vi ontem, me explicaram que o hospital queria desligar os aparelhos de suporte de vida porque já havia acabado, mas eles recusaram. Eu fui então levada ao hospital universitário."

"Eu realmente não entendi o que aconteceu, mas acho que meus três filhos são quem está mais chocado", disse.

G1

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Deprimidos podem ter quase o dobro de risco de demência, diz estudo


Dois novos estudos feitos nos Estados Unidos indicam que pessoas que sofrem de depressão têm mais risco de desenvolver demência, sendo que um deles indicou que deprimidos podem ter quase o dobro da possibilidade de o outro mal surgir.

No entanto, as pesquisas, divulgadas na publicação científica Neurology, concluem que existe uma relação, mas não deixam claro por que ela ocorre e nem se há vínculo de causa e efeito entre as duas condições.

O primeiro estudo acompanhou 1.239 pessoas e procurou estabelecer uma relação entre o número de vezes que cada participante apresentou depressão e os riscos de desenvolvimento de demência.

O trabalho revelou que quanto maior o número de crises de depressão, maiores os riscos de demência.

Pacientes que tiveram duas ou mais crises de depressão apresentaram quase o dobro do risco de desenvolver demência, o estudo concluiu.

Alzheimer

O segundo estudo, liderado por Jane Saczynski, da University de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas com idades em torno de 79 anos durante 17 anos.

No início do estudo, os participantes não apresentavam sintomas de demência. Testes revelaram que 125 deles (13%), no entanto, apresentavam sintomas de depressão.

No final, 164 dos participantes haviam desenvolvido demência. Destes, 136 foram diagnosticados como portadores do mal de Alzheimer, uma das mais comuns formas de demência.

Esta não é a primeira vez que cientistas enxergam uma possível relação entre depressão e demência. Em 2008, dois estudos sobre o mal de Alzheimer apresentavam conclusões semelhantes.



Inflamação


"Se por um lado não está claro se a depressão provoca a demência, a depressão poderia influenciar de várias formas os riscos de que uma pessoa desenvolva a condição", disse Jane Saczynski.

"Uma inflamação de tecidos no cérebro, que ocorre quando uma pessoa está deprimida, poderia contribuir para a demência. Certas proteínas encontradas no cérebro, que aumentam quando há depressão, também poderiam estar envolvidas".

Para Rebecca Wood, diretora da entidade britânica de fomento à pesquisas sobre o Mal de Alzheimer, Alzheimer′s Research Trust, “semelhanças entre os sintomas de depressão e demência significam que as duas condições podem às vezes ser confundidas no momento do diagnóstico, mas não sabemos se estão vinculadas biologicamente".

"Esses estudos recentes indicam que pode haver conexões profundas entre demência e depressão, então precisamos ampliar as pesquisas para descobrir mais".

BBC Brasil

Idosos com piora cognitiva que tomaram Complexo B todo dia reduziram chance de ter Demencias



Idosos com piora cognitiva que tomaram Complexo B todo dia reduziram taxa de evolução para processos demenciais Oxford Inglaterra
Plos One (Public Library of Science One),
Os investigadores falam nesta 1 fase de estudo clinico que o efeito da Vit B em Trastorno cognitivo Leve- MCI(mild cognitive impairrment) que tem maior chance de evoluir para processo demencial.
Individuos com MCI podem levar a vida em atividades cotidianas tendo deficit de memoria com nomes, perda de fluxo de conversa e esquecendo onde eles deixam objetos.
Aproximadamente 16% das pessoas acima de 70 anos apresentam deficit cognitivo(MCI)

David Smith( of Oxford) fala que a esperança com os resultados preliminares é que o tratamento é seguro e simples e que pode retardar o desenvolvimento de processos Demenciais
O trabalho foi realizado com 168 voluntarios diagnosticados com MCI ,sendo que a metade(grupo A) ingeriu complexo B e Acido Folico e a outra metade(grupo B) placebo.
Os do grupo A tomaram B12( 20mg/d) dose 300x maior que a recomendação diaria, B6(0,5mg/d) 15x a dose diaria, e Ac folico(0,8mg/d) 4x a dose diaria.
Os pacientes tomaram as medicações por 24 meses e realizaram RM(ressonancia) de controle que mediram o grau de atrofia cerebral em determinações volumétricas.

A administração de vitaminas B são conhecidas por reduzir a concentração plasmática de Homocisteina, fator fortemente relacionado á Demências


Os pesquisadores encontraram que o grau de atrofia cerebral naqueles do grupo A foram cerca de 27% menor no que daqueles do grupo B



Congressos Medicos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NEURUECE é destaque científico em 2010



Apesar de distante dos anseios iniciais, a Liga de Neurociências da UECE aufere êxito na divulgação científica em 2010.

No IV Congresso Cearense de Neurologia e Neurocirurgia, apoiado pela NEURUECE, foram 3 trabalhos apresentado, sendo um deles escolhido para apresentação Oral.

No XXIV Congresso Brasileiro de Neurologia, no Rio de Janeiro, mais 3 trabalhos foram apresentados sob o formato de pôster em 2 diferentes áreas do conhecimento.

No 48º Congresso Brasileiro de Educação Médica, em Goiânia, a NEURUECE leva duas pesquisas, uma na modalidade pôster e outra oral, sobre as experiência de ser uma das mais expressivas ligas de neurociências do país, dada a relevância de suas atividades e excelência de seus orientadores.

No XXV Outubro Médico, mais três relatos de caso serão apresentados sob o formato de pôster.

Por fim, no Congresso Brasileiro de Cefaléia 2010, em Gramado, a NEURUECE leva, por meio do Prof. João José, a maior pesquisa brasileira sobre o Mutirão da Cefaléia de 2010, na modalidade de Palestra.

Além da qualidade das pesquisas produzidas, a NEURUECE conseguiu outro feito: 12 dos 13 ligantes atuais estão ao menos com 1 trabalho apresentado em congresso nacional!

A vocação científica da NEURUECE não pára: renovando o patrocínio com o Banco do Nordeste, a liga pretende dispor dos equipamentos necessários à contínua investigação científica neste que é um dos mais indecifráveis campos da Medicina moderna.

NEURUECE participa de maior pesquisa do país sobre o mutirão da Cefaléia


A convite do Prof. João José, a Liga de Neurociências da UECE participou da construção da maior pesquisa do país sobre o Mutirão da Cefaléia. Promovido pela Academia Brasileira de Neurologia e Sociedade Brasileira de Cefaléia, o Mutirão nacional foi realizado em comemoração ao dia internacional de combate à dor de cabeça. Em diversos estados brasileiros, serviços de Neurologia se organizaram contra a principal queixa de dor da população; que tem forte impacto social e sobre a qualidade de vida da população.

Em maio de 2010, em parceria com o Serviço de Neurologia do Hospital Geral de Fortaleza, a NEURUECE participou do III Mutirão no estado. Foram mais de 150 pacientes atendidos pela melhor equipe cearense. Na ocasião, itens como medicação utilizada, diagnósticos, sinais vitais, exames realizados e impacto social/pessoal foram avaliados.

A NEURUECE atuou na avaliação de 440 formulários aplicados durante o evento em 6 estados brasileiros, produzindo valioso material a ser apresentado no Congresso Brasileiro de Cefaléia 2010, em Gramado, RS, pelo Prof. João José Carvalho.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Gene defeituoso pode ser a causa da enxaqueca, diz estudo


Uma pesquisa britânica revelou que um gene defeituoso pode ser a causa das dores de cabeça características da enxaqueca. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a descoberta pode levar a novos tratamentos para a doença.


Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, o mau funcionamento de um gene conhecido como Tresk faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, causando a enxaqueca.

A equipe responsável pela pesquisa, formada por especialistas de diferentes países, utilizou amostras de DNA de pessoas que sofrem da doença e de seus familiares.

Segundo o pesquisador da Universidade de Oxford Zameel Cader, que participou do estudo, o gene Tresk estava inativo nos pacientes, o que causava a enxaqueca. "O que nós queremos é encontrar um remédio que ative o gene", disse Cader à BBC.

"Estudos anteriores haviam identificado partes do nosso DNA que aumentam o risco na população em geral, mas eles não haviam encontrado genes que pudessem ser diretamente responsáveis pela enxaqueca", afirmou Cader.

"O que nós descobrimos é que a enxaqueca parece depender do quão estimuláveis são os neurônios em partes específicas do cérebro".

Estima-se que uma em cada cinco pessoas sofra de enxaqueca. Em vários casos, a dor de cabeça vem acompanhada de náusea e de sensibilidade à luz. Em outros, ela é precedida por um distúrbio sensorial conhecido como aura, identificado pela percepção de uma luz ou de um cheiro estranho.

"(A descoberta) abre avenidas para se planejar novas pesquisas que poderão, então, levar a novos tratamentos, mas certamente este será um longo caminho", diz o médico Aarno Palotie, do Wellcome Trust Sanger Institute.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Neurocientista brasileiro recebe prêmio de R$ 7 milhões dos EUA




Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, estuda tratamento para Parkinson.
Doença neurodegenerativa causa tremores incontroláveis e espasmos.




O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que trabalha no Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, Carolina do Norte (EUA), foi um dos escolhidos para receber o Transformative R01 Award dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). Com isso, terá direito a um financiamento para pesquisas de aproximadamente US$ 4 milhões (quase R$ 7 milhões) .

Ele já havia recebido em julho o Pioneer Award (noticiado no blog da NEURUECE), criado pela mesma instituição em 2004, pelo qual recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 4,3 milhões pelo câmbio atual) para dar continuidade a suas pesquisas no campo da interface cérebro-máquina. Nicolelis é o primeiro cientista a receber da instituição americana no mesmo ano o Pioneer e o Transformative R01.

Os recursos oficialmente anunciados nesta quinta-feira (30) deverão ser direcionados ao desenvolvimento de uma nova terapia, menos invasiva, para a doença de Parkinson, baseada em estímulos na medula espinhal (em vez de no cérebro).

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que avança de forma progressiva, causando tremores incontroláveis e espasmos. Ainda sem cura, leva seus portadores à morte.

Depressão x Infarto Agudo do Miocardio



Ter depressão ou infarto é péssimo , mas ter os dois pode ser bem pior.
Segundo este artigo pessoas diagnosticadas com depressão tem muito mais propensão a vir a desenvolver um ataque cardíaco do que individuos sem depressão, a despeito da presença ou não dos fatores de risco classicos( obesidade, HAS e etc)
Os pesquisadores estudaram mais de 6000 pessoas no reino unido durante 5 anos.
Os autores concluiram que indivíduos coronarianos tiveram mais chance de ir a óbito do que a população normal e que
pacientes com depressão e coronariopatas tiveram 5 vezes mais chance de vir a ter evento coronariano e ir a obito

Os autores sugerem que ninguem esta seguro com depressão e que processos depressivos podem levar à formação de êmbolos, de processos inflamatórios, de alteração no metabolismo de lipides, como em outros fatores .

sábado, 25 de setembro de 2010

Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo



Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue.

Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos.

O estudo, divulgado na revista Clinical Endocrinology, incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão.

A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem.

Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.

Suplementos


Winfried Marz e seus colegas que participaram do estudo disseram que os cientistas deveriam agora verificar se suplementos de vitamina D têm o mesmo efeito sobre a testosterona.


Ad Brand, do Sunlight Research Forum, na Holanda - uma organização sem fins lucrativos criada para informar o público sobre as descobertas científicas sobre os efeitos do sol sobre a saúde disse: "Os homens que cuidam para que o seu organismo tenha um suprimento de vitamina D suficiente estão fazendo algo bom para os seus níveis de testosterona e sua libido, além de outras coisas."

Mas especialistas em câncer advertem que exposição excessiva ao sol é prejudicial à saúde.

Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, disse: "Nós sabemos que, em termos médicos, nós podemos aumentar a libido e o bem-estar geral dos homens com baixa concentração de testosterona através de uma terapia de reposição hormonal."

"Mas isso é dentro de um conjunto determinado de circunstâncias clínicas em que a produção de testosterona é baixa."

"Se um homem saudável nota mudanças significativas durante o ano todo não é tão claro e eu recomendaria aos homens que tenham bom senso se usarem camas de bronzeamento nos meses de inverno por causa dos riscos associados ao uso excessivo."

Jessica Harris, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, também advertiu contra a exposição excessiva ao sol e lembrou: "As pessoas também podem aumentar sua concentração de vitamina D comendo mais alimentos como peixes oleosos, tais como salmão, truta ou cavala."

Fonte: CongressosMédicos.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia Nacional de Informação sobre a Doença de Alzheimer





Custos com demência chegam a 1% do PIB mundial, afirma relatório


Os custos globais com demência – causada, em sua maioria pelo Mal de Alzheimer – vão ultrapassar 1% do Produto Interno Bruto mundial neste ano, chegando a US$ 604 bilhões, alerta um relatório publicado nesta terça-feira, dia mundial do Alzheimer.


Segundo o Relatório Mundial do Alzheimer, se o cuidado com pacientes de demência fosse um país, ele seria a 18ª economia do mundo. Se fosse uma empresa, seria a maior do mundo, com receita superior à da Wal Mart e da ExxonMobil.

O documento da Alzheimer’s Disease International (ADI) – que reúne várias organizações – contém os dados mundiais mais atualizados sobre o custo da doença e defende que sejam investidos mais recursos em pesquisas e tratamentos.

A estimativa é de que atualmente haja 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050.

“A escala desta crise pede ação global”, afirmou Marc Wortmann, diretor executivo da ADI. “A história mostra que grandes doenças podem ser administráveis – e até evitáveis – com consciência global suficiente e vontade política para fazer investimentos substanciais em pesquisa e opções de cuidado.”

Cuidados

Cerca de 70% dos custos com a doença ocorrem nos países desenvolvidos da Europa Ocidental e da América do Norte. Nesses países, os custos com o cuidado informal (feito por familiares ou acompanhantes pagos por esses familiares) é equivalente aos custos dos serviços sociais (feito por profissionais de saúde comunitária, ou asilos).

Nos países em desenvolvimento, ou com baixa renda per capita, o cuidado informal responde pela grande maioria dos custos, onde o custo direto dos serviços sociais é mínimo, em comparação. Em regiões como China, Índia e América Latina, espera-se ainda um aumento no número de casos de demência, conforme aumente a expectativa de vida das pessoas.

Segundo o relatório, os países mais pobres sofrem com a falta de reconhecimento da doença, e o cuidado dos pacientes cai, em geral, sobre a família. Os países ricos têm dificuldades em cumprir a demanda por serviços, deixando muitos pacientes e acompanhantes com pouco, ou nenhum apoio.

Nos países ricos, a média de pacientes com demência vivendo em casa é de 66%. Nos países em desenvolvimento, este número chega a 94%, afirma o relatório.

No Brasil, estima-se que entre 70% e 94% dos pacientes com demência vivam em casa, nas áreas urbanas, e entre 90% e 99% nas áreas rurais.



Crise

De acordo com o documento, os custos com os cuidados dos pacientes devem aumentar a uma velocidade mais alta do que a incidência da demência, à medida que os governos invistam mais em tratamento e saúde pública.

“Este é um chamado para o fato de que a doença de Alzheimer e outros tipos de demência são a crise social e de saúde mais significativa do século 21”, disse Daisy Acosta, diretora da ADI.

“Lamentavelmente, os governos estão despreparados para os distúrbios sociais e econômicos que esta doença vai causar.”

O relatório pede que a Organização Mundial de Saúde declare a demência como uma prioridade mundial.

Especialistas em demência afirmam que os governos devem liderar o caminho em garantir que as estratégias nacionais para o tratamento de pacientes com demência sejam implementadas e que sejam investidos mais recursos em pesquisas para o desenvolvimento de novos exames, tratamentos e, possivelmente, a cura.

Dados publicados recentemente no Reino Unido sugerem que o investimento em pesquisas sobre doenças cardíacas é 15 vezes maior no país e 30 vezes maior no caso do câncer.

BBC Brasil

domingo, 19 de setembro de 2010

Site da NEURUECE ultrapassa os 2.000 acessos


Em pouco mais de 8 meses de visitações, o website da Liga de Neurociências da UECE já conta com mais de 2.000 acessos. Pautado nos princípios estruturantes da NEURUECE, o website liganeuruece.com disponibiliza artigos, livros gratuitos, links especiais, atividades, histórico, orientadores, material de estudo,material para monitorias, escalas e formulários e diversos casos clínicos, além de um webblog já com mais de 80 postagens.

De acordo com o presidente da NEURUECE, a manutenção do site é uma ferramenta importantíssima à NEURUECE, pois estreita a relação com o grande público, divulga campanhas e atividades e, hoje, é exemplo a ligas acadêmicas em diversas escolas médicas do Brasil. Nosso site continuará levando conteúdos e informações preciosas em neurociências, despertando o interesse nesse campo geralmente negligenciado durante a formação médica.

Para os próximos meses, o website da NEURUECE lançará o resultado de diversos projetos realizados pelos ligantes, ratificando seu compromisso com a promoção do conhecimento em neurociências.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

NEURUECE vai ao RioNeuro 2010


Concretizando seus preceitos de expandir e divulgar seus horizontes científicos, a Liga de Neurociências da UECE esteve presente no XIV Congresso Brasileiro de Neurologia, no Rio de Janeiro. Promovido pela Academia Brasileira de Neurologia, o RioNeuro 2010 congregou quase 3.500 participantes em 3 dias de atividades. Distribuídas em 10 ambientes, os ligantes João Brainer, Willian Lopes, Felipe Ramalho, Eurivaldo Valente e Rodger Maia tiveram a oportunidade de atualizar seus conceitos nos diversos campos da Neurologia. Ressalta-se ainda a participação de diversos orientadores NEURUECE, como os neurologistas João José,Artur D’Almeida, Gabriela Joca, Pedro Henrique, Rosivalda Marinho, George Linard e Norberto Araújo, além de diversos residentes do Hospital Geral de Fortaleza.

A NEURUECE apresentou três pesquisas em formato de pôster, sendo um relato de caso, um estudo retrospectivo em parceria com a Liga de Emergência e um estudo de prevalência no âmbito da educação médica.

Além das experiências ímpares conquistadas em 3 dias de RioNeuro, a NEURUECE redobra sua coesão para continuar desenhado e executando projetos que a tornam uma das mais importantes ligas de neurociências do país.
Que venha o NeuroGoiânia 2012!





segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Inflamação no cérebro pode acarretar obesidade e diabetes tipo 2


Especialista da Unicamp estuda relação entre hipotálamo e insulina. Gorduras saturadas prejudicam o equilíbrio para evitar as doenças.


Uma relação pouco cogitada há 15 anos ganha cada vez mais força no estudo das causas da obesidade: a inflamação do hipotálamo - uma estrutura com 1,5 cm³ que compõe o cérebro e é responsável pela regulação da fome e do gasto de energia - pode ser causada pela ingestão de gorduras saturadas e não somente pelo hábito de comer muito.

Como se não fosse suficiente, a alteração do órgão, apontada como uma das principais causas para a obesidade, também pode levar à alteração da função do pâncreas, local responsável pela produção de insulina. A substância transporta a glicose presente no sangue para dentro das células, permitindo a produção de energia, vital para o corpo sobreviver.

O pesquisador Lício Velloso, do departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estuda há dez anos a ligação entre a comida ingerida pelas pessoas com o ganho de peso e testou ratos em laboratórios para notar qual o efeito da mudança no hipotálamo para a regulação do peso.

As descobertas vão desde a identificação do órgão como responsável direto pelo ganho de peso até a ligação da inflamação com a falência das células pancreáticas em garantir ao corpo a insulina. O final da história é o aparecimento de diabetes tipo 2.


Apoptose


Inflamações no corpo são sempre indícios da possibilidade de apoptose, uma espécie de morte programada das células no corpo, segundo Lício. Durante o trabalho com camundongos swiss, com maior tendência a engordar, e wistar, menos propensos à doença, o pesquisador e sua equipe notaram que ocorre maior taxa de morte celular de neurônios inibidores no primeiro grupo. “A diferença foi de 6% a 7% entre os dois tipos de roedores”, afirma Velloso.

O efeito vem da inflamação do hipotálamo, causada pela presença de longas cadeias de ácidos graxos saturados, com mais de 14 átomos de carbono. O sistema imunológico do cérebro é ativado na presença dessas substâncias por serem parecidas com as encontradas em bactérias.

“O organismo é levado a pensar que há uma ameaça e então uma inflamação do órgão acontece”, explica o especialista. “Com a produção de citocinas para defesa do corpo, a função de um neurotransmissor do hipotálamo é afetada.”

Neurotransmissor
Velloso faz referência ao alfa-MSH, estrutura responsável por mandar sinais para inibir a fome e acelerar as atividades de gasto de energia. Localizado na região do núcleo arqueado do hipotálamo, o neurotransmissor responde à presença de insulina e leptina, ordenando o organismo a cessar a vontade de comer.

Mas a presença de processos inflamatórios faz com que o alfa-MSH desenvolva resistência às substâncias que alertam sobre as condições de reserva de energia disponíveis no organismo. “Com citocinas como a tumor necrosis factor (TNF), a vida dos neurônios é atrapalhada”, afirma Velloso.

Diabetes 2
A falência das células-beta das ilhotas de Langerhans, localizadas no pâncreas, levam ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, junto com a resistência do corpo à insulina. A causa para a exaustão das estruturas responsáveis pela secreção de substância também está ligada à inflamação do hipotálamo.

“É a união de dois problemas: o hipotálamo não controla mais a fome e a pessoa fica obesa e, por outro lado, ainda atrapalha a função do pâncreas para secreção da insulina”, explica o pesquisador da Unicamp.

Sem a secreção, a glicose presente no sangue não consegue entrar nas células para produção de energia na forma de ATP.

Soluções
Enquanto remédios para diminuir ou eliminar a condição adversa no hipotálamo não surgem, Velloso acredita que a solução possa estar na mudança de práticas por parte dos fabricantes de comida. “Políticas de nutrição do governo precisam estimular a indústria alimentícia a substituir, nos alimentos industrializados, gorduras saturadas por insaturadas”, diz o especialista. “É o caso da troca do que faz mal ao corpo por ômega 3 e 9, por exemplo.”

Segundo Velloso, mesmo uma mulher com 1,70 metro e 65 quilos, ao ganhar 4 quilos, pode quase dobrar as chances de desenvolver diabetes tipo 2. O padrão também serve para os homens, ainda que de forma mais discreta.

“Há apenas 20 anos a OMS passou a encarar a obesidade como doença. Os passos são lentos, mas agora, pelo menos, nós sabemos que a causa está no hipotálamo”, diz Velloso. “A prática clínica ensina que recomendar dietas a obesos, pura e simplesmente, não adianta. É preciso mudar o padrão dos nossos alimentos.”

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cientistas britânicos criam teste que diagnostica meningite em apenas 'uma hora'


Aparelho analisa amostra de saliva ou de sangue e pode ajudar a salvar vidas, segundo pesquisadores.

Cientistas da Queen's University, de Belfast e da Autoridade de Saúde da capital da Irlanda do Norte desenvolveram um teste revolucionário que pode diagnosticar em apenas uma hora se o paciente sofre de meningite.

Semelhante a uma impressora doméstica, o aparelho que faz o teste é portátil e acelera o resultado do exame, que atualmente demora entre 24 e 48 horas.

Um diagnóstico rápido da doença é vital para o tratamento de crianças pequenas com meningite meningocócica e septicemia, já que seu estado se deteriora em muito pouco tempo.

A meningite é a inflamação da meninge - membrana que protege e recobre o cérebro e a medula espinhal - e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, entre outros fatores. A forma mais perigosa é a bacteriana, da qual a meningocócica faz parte.

Sintomas

"Os primeiros sintomas das infecções meningocócicas são os mesmos de uma virose, dificultando o diagnóstico nos estágios iniciais", afirma o cientista Mike Shields, da Queen's University, que liderou a pesquisa.

"Os pais normalmente usam o 'teste do copo' no corpo das crianças, mas as manchas vermelhas (que não somem mesmo quando o copo é pressionado sobre elas) normalmente associadas a um diagnóstico de meningite são um sintoma tardio que nem sempre está presente nas crianças que têm a doença."

A meningite meningocócica pode causar a morte de uma criança em uma questão de horas, se não for tratada, e também pode deixar sequelas como surdez e lesões cerebrais.

O grupo de maior risco e onde há maior incidência é o de crianças com menos de cinco anos de idade.

"Atualmente, médicos aceitam a internação e tratam com antibióticos qualquer criança sob suspeita de ter meningite meningocócica enquanto aguardam o resultado dos exames, que pode levar entre 24 e 48 horas", disse o professor.

"Algumas crianças não são diagnosticadas no estágio inicial da doença, enquanto outras são internadas e tratadas, 'pelo sim, pelo não', quando na verdade não têm a doença."

A meningite pode ser transmitida através do contato próximo com secreções respiratórias do paciente. O aparelho criado pelos pesquisadores examina uma amostra da saliva ou de sangue do paciente para avaliar se ele tem a doença.

Além de salvar vidas, o diagnóstico no estágio inicial pode melhorar o tratamento dos pacientes e ajudar a evitar as sequelas associadas à doença.

Testes

A máquina já está em fase de testes no pronto-socorro do Royal Victoria Hospital for Sick Children de Belfast.

"Não há nenhum outro exame que possa confirmar o diagnóstico em tão pouco tempo. Os exames atuais são caros e demorados."

"A identificação rápida da doença vai permitir aos médicos tomar decisões sobre o tratamento que podem salvar a vida dos pacientes. Se ele tiver os resultados em uma hora, poderá começar o tratamento apropriado imediatamente", afirmou Shields.

O aparelho, no entanto, ainda precisa ser testado por mais tempo para que seja avaliada a precisão dos resultados.

O estudo contou com o apoio da Fundação para a Pesquisa da Meningite da Grã-Bretanha (MRF, na sigla em inglês).

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil foram registrados 19.708 casos de meningite em 2009, desses 2.603 eram de meningite meningocócica.

A vacina conjugada contra o meningococo do sorogrupo C passará a integrar o calendário básico da vacinação na rede pública a partir de agosto deste ano para crianças com menos de dois anos de idade, informou o Ministério.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

NEURUECE rompe fronteiras




Em ato inovador, a Liga de Neurociências da UECE, por meio do Diretório Nacional de Ligas de Neurociências do Brasil, propôs às principais ligas de neurociências do Diretório um termo de cooperação científica. De acordo com o Presidente da NEURUECE, João Brainer sugeriu que ações integradas de ensino, extensão e, principalmente, pesquisa sejam arquitetadas em comum acordo entre a NEURUECE e ligas interessadas. Assim, projetos aqui desenvolvidos podem ser realizados de forma multicêntrica, potencializando os campos de prática e permitindo a interação entre diferentes realidades acadêmicas.



A primeira liga a anunciar o acordo foi a Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal da Paraíba, uma consagrada liga brasileira que agora soma esforços à NEURUECE à construção de um plano de ensino, pesquisa e extensão em neurociências no âmbito da formação médica de duas importantes universidades brasileiras.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sexo pode ajudar no crescimento de células do cérebro


Um estudo da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, indica que o sexo pode ajudar células do cérebro a crescer e também é capaz de diminuir a ansiedade. Como pesquisas anteriores indicavam que eventos estressantes pode reprimir o crescimento de neurônios em adultos, os cientistas decidiram testar eventos contrários ao estudar o efeito do sexo em ratos. As informações são do Live Science.

Os pesquisadores colocaram no mesmo espaço ratos machos adultos e fêmeas sexualmente receptivas uma vez ao dia durante duas semanas e, com outros animais, apenas uma vez em duas semanas. Os cientistas mediram no sangue dos roedores os níveis de um hormônio conhecido como glucocorticoide, ligado ao estresse e que pode estar relacionado a efeitos prejudiciais ao cérebro causados por experiências desagradáveis.

Quando comparados com machos virgens, ambos os grupos de ratos sexualmente ativos apresentaram uma proliferação de células no hipocampo, área do cérebro ligada à memória e especialmente sensível a experiências desagradáveis. Os animais que tiveram um maior número de relações sexuais apresentaram também um crescimento no tamanho dos neurônios, assim como no número de conexões entre essas células.

Por outro lado, os roedores que viram as fêmeas apenas uma vez em duas semanas tiveram um aumento no hormônio ligado ao estresse, enquanto que o outro grupo não apresentou nenhum aumento. Os cientistas dizem que o grupo que mantinha relações sexuais diárias era mais rápido que os virgens para consumir alimentos em um ambiente desconhecido - o que indica menor ansiedade.

Os pesquisadores afirmam ainda que, se por um lado os hormônios do estresse podem fazer mal ao cérebro, esse efeitos podem ser anulados por uma experiência prazerosa. O estudo foi publicado no jornal especializado PLoS ONE.

sábado, 7 de agosto de 2010

Neurociência da Morte, o mecanismo da "Vida de Brian'' . ( New Scientist Magazine)


O artigo a seguir descreve como nosso cérebro pode nos dar uma "forcinha" diante da morte, elevando nossa auto-estima mesmo num momento tão tácito e entristecedor.



"IN A classic Monty Python moment, a chirpy, long-haired man on a crucifix urges others around him in a similar predicament to cheer up. Now neurologists have discovered what might be described as a "Life of Brian" brain mechanism that encourages us to look on the bright side of life - even when confronted by thoughts of mortality.

Shihui Han of Peking University, China, found activity in brain regions that normally deal with negative emotions and self-awareness are dampened when we process ideas about death. Han and colleagues placed 20 volunteers in functional MRI brain scanners while death-related words, such as graveyard, corpse, behead and slay, flashed up on a screen. Neutral and negative words were also displayed.

Unsurprisingly, words related to death activated brain areas already known to process unpleasant or threatening notions. More interestingly, they were associated with comparatively lower activity in the insula and the mid-cingulate (Neuropsychologia, DOI: 10.1016/j.neuropsychologia.2010.07.026).

The insula is associated with sense of self and awareness of sensations and movement. Further tests showed that the more participants associated specific words with death, the lower the activity in the insula. Damage to this region is associated with reduced emotional awareness and expression, sometimes resulting in socially inappropriate behaviour.

The mid-cingulate plays a role in regulating emotions and generating motor responses to threatening or emotionally unpleasant stimuli. People with smaller than average mid-cingulates are at increased risk of depression and attention deficit hyperactivity disorder.

"This study is interesting in that it looks at the awareness of death - a uniquely human quality," says Philip Servos, a cognitive neuroscientist at Wilfrid Laurier University in Waterloo, Canada. "It's not surprising that we have the ability to suppress our emotions in this context. What is unexpected is that it is expressed in these two relatively archaic structures in the brain."

retirado de : http://www.newscientist.com/article/mg20727723.900-human-brains-have-life-of-brian-mechanism.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pai descobre na internet tratamento para filha com doença rara


Jovem sofre de raro transtorno neurológico e tinha perdido as esperanças de conseguir tratá-lo

Um pai conseguiu convencer o sistema de saúde público britânico, o NHS, a financiar um remédio que ele encontrou na internet para tratar a filha doente.

Charlotte Durham, de 18 anos, que sofre de hipertensão intracraniana idiopática - um raro transtorno neurológico que aumenta a pressão interna no cérebro levando a dores de cabeça lancinantes e que pode causar cegueira - descreveu o tratamento como "um milagre".

O pai dela, Andy, descobriu pela internet um remédio que obteve bons resultados no tratamento de 24 pacientes da doença, de um grupo de 26, durante um estudo médico na Grécia.

A autoridade de saúde de South Staffordshire, onde mora a jovem, concordou em financiar o tratamento pelo NHS.

O sistema de saúde público britânico financia tratamentos e remédios para os pacientes, desde que tenham sido testados e aprovados pelas autoridades de saúde locais.

"Impressionante"
A autoridade explicou que a substância octreotide "normalmente não é financiada" para esta doença.

Ao comentar sua condição, a jovem disse: "Estava com medo de ficar cega. Todos os remédios que usei me deixaram pior, então, disse à minha mãe e ao meu pai: 'Estou desistindo'".

"Foi aí que meus pais falaram: 'Bem, nós não estamos desistindo, tem alguma coisa por aí que pode curá-la.' Foi aí que meu pai começou a procurar na internet."
Andy Durham descobriu que o remédio que, normalmente, é usado para problemas de crescimento anormal, havia ajudado pacientes de hipertensão intracraniana idiopática.

Charlotte corria o risco de ter que passar por uma cirurgia na qual o líquido cefalorraquidiano (LCR), que causa o aumento da pressão dentro do crânio, é drenado para outra cavidade corporal.

Mas seu pai convenceu o Hospital da Universidade de North Staffordshire a experimentar o uso da octreotide durante um tratamento de dez dias. O hospital então sugeriu o tratamento para as autoridades locais de saúde.


Tratamento


Em um comunicado, a autoridade local de saúde afirmou: "A autoridade local concluiu que este caso tem circunstâncias clínicas excepcionais por conta da condição de Charlotte ser incomum, mesmo entre pacientes em condições similares, e ela não responder ao tratamento comumente recomendado para esta doença".

"Sua resposta inicial a este tratamento foi animadora."

Segundo o neurologista Brendam Davies, da Clínica Regional de Dores de Cabeça de North Midlands, "o caso de Charlotte ressalta a necessidade de financiamento de mais pesquisas clínicas sobre o tratamento efetivo de hipertensão intracraniana idiopática".

A doença normalmente atinge mulheres jovens e obesas.

Charlotte afirmou que o risco de cirurgia é coisa do passado, e que ela nem pensaria em tomar outro remédio agora.

Seu pai explicou: "Você faria qualquer coisa por seus filhos, qualquer coisa. Eu não podia aceitar que o tratamento disponível no serviço público era tudo o que havia".

Fonte: G1

sábado, 31 de julho de 2010

Pesquisa diz que remédios para epilepsia aumentam risco de suicídio


Medicamentos tem maior propensão a causar depressão em quem toma

Medicamentos mais recentes criados para o tratamento da epilepsia - levetiracetam, topiramato e vigabatrina - associados ao maior risco de depressão entre pessoas que têm a doença, podem aumentar o risco de comportamento suicida e de automutilação, segundo pesquisa divulgada na Academia Americana de Neurologia.

Já outra classe de medicamentos também novos, mas considerados com baixo risco de causar depressão - lamotrigina, gabapentina, carbamazepina, valproato e fenitoína – não mostraram risco de causar este tipo de comportamento.

O estudo analisou um grupo de 44.300 pessoas que sofriam de epilepsia e que usavam pelo menos um tipo de remédio para conter a doença de 1989 a 2005. Os participantes foram acompanhados por uma média de cinco anos e meio. Destas, 453 contaram que já haviam machucado a si mesmas ou tentado suicídio; 78 pessoas morreram na hora ou no prazo de quatro semanas da primeira tentativa. As 453 pessoas foram comparadas com 8.962 do grupo que não tinha se prejudicado ou tentativa de suicídio.

A pesquisa constatou que as pessoas que usavam os remédios “depressivos” eram três vezes mais suscetíveis a prejudicar a si ou de tentar o suicídio do que aqueles que não estavam tomando nenhum remédio.

Um total de seis das 453 pessoas, ou 1,3%, que prejudicaram a si mesmos ou tentaram suicídio, estavam tomando os mesmos medicamentos, em comparação com 45 das 8.962 pessoas, ou 0,5 por cento, daqueles que não mostraram perfil de machucar a si mesmos.

Segundo Frank Andersohn, da Charité University Medical Center in Berlin, na Alemanha, um dos autores do estudo, no entanto, as pessoas não devem parar de uma vez ou mudar a medicação com base nas conclusões deste estudo, mas deve discutir este assunto com seu médico.

Fonte: R7.COM

Não ter amigos é tão perigoso como fumar ou consumir álcool em excesso, diz estudo


Apesar de isolamento ser considerado ruim, é uma tendência do mundo atual

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado nesta terça-feira (27) no site da revista PLoS Medicine. Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daqueles que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes. Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde. Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais.

Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.

Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado do Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".

Estes resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.

- A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos - apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Neurocientista brasileiro ganha prestigioso prêmio nos EUA


Miguel Nicolelis foi premiado pelo Instituto Nacional de Saúde.
Ele foi o primeiro brasileiro a receber a premiação de US$ 2,5 milhões.


O médico brasileiro Miguel Nicolelis foi anunciado como ganhador do prêmio do Instituto Nacional de Saúde para pesquisas pioneiras. Ele vai receber US$ 2,5 milhões (o equivalente a R$ 4,5 milhões) em financiamento para expandir seus estudos do cérebro humano, segundo um comunicado da Universidade Duke, onde ele trabalha, nos Estados Unidos. Ele é o primeiro cientista brasileiro a ganhar o prêmio, que é o mais prestigioso oferecido pelo governo dos Estados Unidos para pesquisadores da área.

O médico paulista é professor de neurobiologia, engenharia biomédica e ciências psicológicas e do cérebro no Centro para a Neuroengenharia da Universidade Duke. Ele é responsável por uma nova técnica que pode dar grandes esperanças aos pacientes vitimados pelo mal de Parkinson. O estudo, feito com camundongos, ganhou a capa de uma edição do periódico científico "Science".

O Prêmio Pioneer do Instituto Nacional de Saúde é oferecido como reconhecimento a cientistas com "criatividade excepcional que propõem pesquisas biomédicas e de comportamento altamente inovadoras e com potencial de produzir um grande impacto em problemas importantes", segundo o comunicado oficial da universidade. Além de Nicolelis, outros 81 pesquisadores já receberam o prêmio desde que ele teve início em 2004.

Segundo a universidade Duke, Nicolelis deve usar o prêmio para avançar no desenvolvimento da investigação de princípios básicos de neurofisiologia que permitem circuitos neurais no cérebro a gerar comportamentos sensoriais, motores e cognitivos.

domingo, 25 de julho de 2010

Ter cabeça grande ameniza casos de demência, indica estudo


Eles constataram que portadores de mal de Alzheimer (a mais comum forma de demência) com crânios maiores tinham memória e raciocínio melhores em comparação com pacientes com cabeças menores.

A equipe, da Universidade de Munique, acredita que ter uma cabeça grande implique em maiores reservas cerebrais para compensar a perda de neurônios associada à demência.

As conclusões dos cientistas, baseadas em um estudo com 270 pacientes, foram divulgadas na publicação científica Neurology.


Estudo


Os participantes foram recrutados em bancos de dados de portadores de Alzheimer e em clínicas neurológicas nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Grécia.

Os pesquisadores mediram a circunferência das cabeças dos pacientes e os submeteram a testes de memória e de raciocínio, além de fazerem exames de ressonância magnética para avaliar o grau de evolução da doença.

Ao analisar os dados dos pacientes, os cientistas concluíram que aqueles que tinham cabeças maiores tiveram melhor desempenho nos testes quando comparados a pacientes com o mesmo grau de perda de neurônios.

Mais especificamente, para cada 1% de perda de células cerebrais, um centímetro a mais de cabeça foi associado a pontuações 6% melhores nos testes de memória.

Embora o tamanho do cérebro seja em grande parte determinado por fatores genéticos, pesquisadores dizem que o estilo de vida de uma pessoa também pode influenciar o crescimento cerebral.

Por exemplo, má nutrição ou doenças na infância podem atrapalhar o crescimento.


Infância


Os pesquisadores disseram que os primeiros anos de desenvolvimento de uma pessoa são críticos.

Aos seis anos de idade, por exemplo, o cérebro de uma pessoa já alcançou 93% do seu tamanho.

"Melhorar as condições de vida antes do parto e no início da vida pode aumentar significativamente a reserva cerebral, o que pode ter um impacto nos riscos de desenvolvimento do Mal de Alzheimer ou na seriedade dos sintomas da doença", disse o líder da pesquisa, Robert Perneczky.

Simon Ridley, chefe de pesquisas do Alzheimer′s Research Trust, entidade de fomento a estudos sobre a doença, disse que é importante não dedicar muita atenção a um único fator de risco de demência, "particularmente porque não há muito o que possamos fazer sobre o tamanho das nossas cabeças".

"Os pesquisadores também sugerem que nutrição, traumatismos ou infecções na infância podem ter impacto sobre a reserva cerebral, o que indica que devemos cuidar do nosso cérebro desde o início."

Fonte - BBC Brasil

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sons emitidos pelo bebê podem auxiliar diagnóstico de autismo, diz estudo


Tecnologia para análise vocal distinguiu crianças autistas das normais com 86% de precisão comparando padrões de vocalizações.

Cientistas americanos acreditam ser capazes de distinguir bebês autistas a partir dos sons que eles produzem.

Usando tecnologia para análise das vocalizações emitidas por 232 crianças com idades entre dez meses e quatro anos, os especialistas da University of Kansas identificaram diferenças nos sons emitidos pelas que foram diagnosticadas como sendo autistas.

A tecnologia permitiu diagnósticos corretos em 86% dos casos.

Estudos anteriores indicaram uma associação entre características vocais e autismo, mas, até hoje, o critério voz nunca foi usado no diagnóstico da condição.

O estudo americano foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Autismo é o nome dado a um grupo ou "espectro" de condições caracterizadas pela inabilidade de comunicação ou empatia com o outro, falta de traquejo social, traços obsessivos e comportamentos repetitivos.

Universal

Os cientistas americanos analisaram quase 1.500 gravações com um dia de duração feitas através de aparelhos fixados nas roupas das crianças.

Mais de três milhões de sons infantis foram usados na pesquisa, diz o estudo.

Os pesquisadores se concentraram em 12 parâmetros específicos associados ao desenvolvimento vocal do bebê.

Entre eles, o mais importante foi a habilidade da criança emitir sílabas bem formadas a partir de rápidos movimentos da mandíbula e língua.

Os especialistas acreditam que esses sons constituem as fundações das palavras.

Nas crianças autistas com até quatro anos de idade, o desenvolvimento nesse parâmetro é mais lento.

"Essa tecnologia poderia ajudar pediatras a fazer testes de autismo para determinar se o bebê deve ser examinado por um especialista para diagnóstico", disse o pesquisador Steven Warren, da University of Kansas, um dos envolvidos no estudo.

Ele explicou que a nova técnica pode identificar sinais de autismo aos 18 meses de idade. Atualmente, a média de idade das crianças diagnosticadas com a condição nos Estados Unidos é 5,7 anos.

E quanto mais cedo é feito o diagnóstico, mais eficazes são os tratamentos, acrescentou o especialista.

Outro ponto forte da tecnologia, ele explica, é que ela se baseia em padrões sonoros ao invés de palavras e pode ser usada para testar crianças de qualquer país.

"Pelo que sabemos, os aspectos físicos da fala humana são os mesmos em todas as pessoas", disse Warren.


Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Fetos não sentem dor antes de 24 semanas de gestação, diz estudo britânico


Uma análise de estudos recentes sobre o desenvolvimento dos fetos confirmou que não há evidências de que os bebês sejam capazes de sentir dor antes de completar 24 semanas de gestação.

O estudo, feito por médicos do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, na Grã-Bretanha, concluiu que os fetos estão "pouco desenvolvidos e sedados" nesse estágio.

As conexões nervosas no cérebro não se formaram completamente, e o ambiente do útero cria um estado de sono induzido, como um estado de inconsciência, diz o texto.

Espera-se que grupos que fazem campanha contra o aborto questionem as conclusões do estudo.

Debate

A discussão sobre a capacidade do feto de sentir dor até a 24ª semana de gestação é parte de um debate a respeito do limite legal para abortos na Grã-Bretanha. Atualmente, a lei permite o aborto até 24 semanas.

O primeiro estudo se concentrou na questão da dor.

E concluiu que as conexões nervosas no córtex cerebral, área que processa respostas a estímulos dolorosos no cérebro, não se formam por completo antes de 24 semanas.

"Podemos concluir que o feto não é capaz de sentir dor, em qualquer sentido da palavra, antes desse ponto".

Um outro estudo tentou estabelecer que tipo de malformações mentais e físicas poderiam resultar em "deficiências sérias".

Abortos motivados por malformações são permitidos por lei após 24 semanas de gestação. Eles representam 1% do total de abortos em todo o país.

No passado, grupos que querem mudanças na legislação sobre o aborto disseram que o conceito de malformações e suas consequências tem sido interpretado de forma ampla demais, resultando em abortos mesmo quando as malformações são relativamente pequenas - ou pouco graves.

Sobre essa questão, o Royal College concluiu que não seria prático criar-se uma lista de condições tidas como "deficiências sérias" porque é difícil prever o impacto, a longo prazo, de malformações sobre a criança e sua família.

Na última votação sobre o assunto, em 2008, o Parlamento britânico rejeitou propostas para uma redução no limite legal para abortos na Grã-Bretanha.

Fonte: BBC Brasil