quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oleaginosas diminuem risco de Mal de Alzheimer, diz estudo


Uma dieta rica em frutos oleaginosos (como castanhas, nozes e amêndoas), peixe e legumes diminui significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva o Mal de Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica Archives of Neurology.

O pesquisador Yian Gu e seus colegas do Medical Centre da Columbia University, em Nova York, Estados Unidos, analisaram as dietas de 2.148 adultos em idade de se aposentar vivendo em Nova York.

Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram o Mal de Alzheimer.

Quando os pesquisadores estudaram em detalhe as dietas de todos os participantes no estudo, perceberam um padrão.

Adultos cujas dietas incluíam mais frutos oleaginosos, peixe, aves, frutas e verduras e menos laticínios gordurosos, carne vermelha e manteiga apresentaram muito menos chances de sofrer de demência.

Influência

Os pesquisadores acreditam que o segredo esteja nos diferentes níveis de nutrientes específicos que essa combinação de alimentos oferece.

Por exemplo, dietas ricas em ácidos graxos (como Ômega 3), vitamina E e folatos (como o ácido fólico), mas pobres em gorduras saturadas, parecem ser as melhores.

Há muito se suspeita de que nutrientes podem influenciar os riscos de demência.

Os folatos reduzem os níveis do aminoácido homocisteína (que foi associado, em estudos anteriores, ao Mal de Alzheimer) na circulação sanguínea.

Da mesma maneira, a vitamina E pode oferecer proteção devido ao seu forte efeito antioxidante.

Por outro lado, ácidos graxos saturados e monoinsaturados podem aumentar os riscos de demência ao encorajar a formação de coágulos no sangue, dizem os pesquisadores.

Comentando o estudo, Rebecca Wood, diretora-executiva do Alzheimer's Research Trust, disse: "Entender a conexão entre dieta e os riscos de demência pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças como o Mal de Alzheimer em algumas pessoas".

"Adaptar nosso estilo de vida à medida em que ficamos mais velhos - fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à nossa dieta e mantendo uma vida social ativa - pode reduzir os riscos de demência".

"Mas infelizmente", acrescentou Wood, "não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo".

Na opinião da especialista, com 35 milhões de pessoas sofrendo de demência no mundo hoje, é importante que as pesquisas sejam direcionadas para a criação de novos tratamentos.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/04/100413_dieta_alzheimer_mv.shtml

Exame pioneiro detecta vestígios de consciência em mulher em coma há 5 anos


Um exame de ressonância magnética pioneiro, realizado no hospital de Addenbrooke, em Cambridge, no Reino Unido, indicou que pacientes em estágios avançados de coma podem ter consciência sobre o ambiente ao seu redor.

A paciente Christine Simpson, de 58 anos, mãe de dois filhos, que sofreu um grave acidente vascular cerebral há cinco anos, foi uma das primeiras a experimentar a técnica, batizada de Ressonância Magnética Funcional, como parte de um estudo maior.

O marido de Simpson, Colin, viu na oportunidade uma forma de provar que Christine tem consciência e é capaz de mover os olhos para cima e para baixo para responder sim e não, embora os médicos que acompanhem o caso afirmem que isso não é possível.

"Estes médicos de Cambridge parecem perceber o que se passa com pessoas como Christine - eles acreditam", afirmou Colin Simpson à BBC, acrescentando que pessoas como ela precisam ser capazes de comunicar desejos, compreensões e pensamentos.

Respostas

Ao todo, 54 pessoas em coma ou com lesões cerebrais graves foram examinadas por especialistas do Conselho para Pesquisa Médica de Cambridge e por estudiosos da Bélgica.

Os médicos pediram aos pacientes para que imaginassem jogar tênis – o que ativa determinada parte do cérebro – ou andar e dirigir, que utiliza outra parte.

Dessa forma, os médicos podem interpretar os exames como respostas "sim" ou "não" às suas perguntas.

Cinco dos pacientes foram capazes de modular a sua atividade cerebral de forma perceptível aos aparelhos, dessa forma, sendo interpretados como respostas pelos médicos.

Para Christine Simpson, pediram que ela respondesse várias perguntas e que se imaginasse caminhando pela casa.

"Ela não conseguiu fazer a parte do tênis, mas o fato de ter respondido às outras ordens prova o que sabíamos, que ela está consciente do que está acontecendo", disse o marido.

No entanto, os resultados não são unanimidade na comunidade médica.

'Cuidado'

O neurologista Richard Burton, do hospital de Mount Zion, em San Francisco, questionou a natureza da suposta consciência verificada nos testes.

Para ele, é preciso cuidado para não interpretar demais os resultados, já que se sabe pouco sobre os processos de pensamento registrados, se é que eles realmente estariam ocorrendo.

"Se você analisar exames como estes, pode dizer que áreas estão ativas, mas não saberá se isso corresponde à ação de falar com os pacientes", disse Burton.

O médico também ressalta o dilema emocional para famílias, já que para muitos é mais fácil se acostumar com a ideia de que uma pessoa amada está totalmente inconsciente.

Para ele, se for aberta a possibilidade de que existe consciência nesses pacientes, muitos podem se desesperar pensando que eles vivem em uma prisão.

"Essa é a pior possibilidade possível já que cada parente tem uma concepção diferente do que deveria acontecer."

Christine Simpson, por exemplo, hoje vive em um asilo, já que precisa de atendimento 24 horas por dia. O marido a visita e a leva para casa nos fins de semana.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/05/100505_comaexameebc.shtml

sábado, 1 de maio de 2010

A associação entre o uso de meios eletrônicos e a prevalência de cefaléia em adolescentes


Autores: Milde-Busch A, von Kries R, Thomas S, Heinrich S, Straube A, Radon K.
Institute of Social Paediatrics and Adolescent Medicine, Ludwig-Maximilians-University Munich, Heiglhofstrasse 63, 81377 Munich, Germany. Astrid.Milde-Busch@med.uni-muenchen.de
Publicação: BMC Neurology, Fevereiro 2010.


JUSTIFICATIVA: A utilização de meios eletrônicos, ou seja, celulares, computadores, televisão, videogames ou ouvir música é muito comum, especialmente entre adolescentes. Há atualmente um debate sobre se o uso frequente destes meios pode ter efeitos adversos na saúde, especialmente em dores de cabeça, que estão entre as queixas de saúde mais relatadas em adolescentes. O objetivo do presente estudo foi avaliar a associação entre o uso frequente da mídia eletrônica e prevalência dos diferentes tipos de dor de cabeça nos adolescentes.
MÉTODOS: Os dados foram obtidos a partir de uma amostra populacional (n = 1.025, com idades entre 13-17 anos). Tipo de dor de cabeça (ou seja, enxaqueca, cefaléia, dor de cabeça inclassificável) foi determinado por meio de questionários padronizados para indivíduos que relataram episódios de dor de cabeça pelo menos uma vez por mês durante os últimos seis meses. Duração do uso de meios eletrônicos foi avaliada durante as entrevistas pessoais. As associações foram estimadas com modelos de regressão logística ajustados para a faixa etária, sexo, condição familiar e status socioeconômica.
RESULTADOS: A maioria dos adolescentes usavam computadores (85%), assistiam à televisão (90%) ou ouviam música (90%) todos os dias. Apenas 23% dos participantes usaram seus celulares e 25% jogavam videogame diariamente. A associação estatisticamente significativa entre ouvir música e qualquer dor de cabeça foi observada. Na estratificação por tipo de dor de cabeça, não houve observação de associação significativa.
CONCLUSÕES: Além de uma associação entre ouvir música diariamente e cefaléia em geral, nenhuma associação consistente entre o uso de meios eletrônicos e diferentes tipos de cefaléia foi observada.


Artigo completo: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2834664/?tool=pubmed

sábado, 24 de abril de 2010

NEURUECE em fase de conclusão do I Atlas Cearense de Neuroanatomia


Prometendo se tornar ferramenta indispensável ao estudo da Neuroanatomia para diversos estudantes de saúde, o I Atlas Cearense de Neuroanatomia, uma pareceria da Liga de Neurociências da UECE, da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará e do Serviço de Verificação de Óbitos de Fortaleza, tem seus trabalhos iniciais concluídos. Ao todo, foram mais 400 fotografias que tentaram contemplar toda a neuroanatomia de Sistema Nervoso Central.

Com um investimento inicial de recursos próprios, a NEURUECE envolveu todos os seus ligantes na produção das fotografias, além do auxílio de médico e técnicos do Serviço de Verificação de Óbitos de Fortaleza. O objetivo é que já se tenham algumas imagens para o início da disciplina de Neuroanatomia que iniciará a partir do dia 03 de maio de 2010.

O próximo passo, é a elaboração de uma pesquisa com todos os ligantes envolvidos sobre as concepções e as experiências obtidas com a elaboração do Atlas. O objetivo é apresentar a pesquisa no 48º Congresso Brasileiro de Educação Médica, em Goiânia.
Nos próximos meses, os ligantes iniciarão a seleção e o tratamento das imagens, passando a nomear as estruturas e adicionar os correlatos clínicos convenientes, totalizando, pelas expectativas iniciais, cerca de 70 imagens diferentes.

Vinho tinto pode proteger contra AVC


As sementes de uvas vermelhas ajudam a minimizar os danos causados por um derrame, segundo pesquisa feita pela Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos

Duas horas depois de alimentar ratos com uma modesta dose de resveratrol – polifenol encontrado nas sementes de uvas vermelhas -, cientistas da universidade induziram um derrame nos animais pela suspensão da passagem de sangue em seus cérebros. Com isso, descobriram que os animais que tinham ingerido o resveratrol sofreram significativamente menos danos no cérebro do que os que não tinham tomando o composto.

Segundo Sylvian Doré, professor de anestesiologia da Universidade, o estudo sugere que o resveratrol aumenta os níveis de uma enzima (heme oxigenase) já conhecida para proteger nervos das células do cérebro que sofreu dano. Quando acontece o derrame, o cérebro está pronto para se proteger por causa do nível elevado de enzimas.

Nos ratos que não têm a enzima, o estudo descobriu que o resveratrol não tem uma proteção efetiva e suas células cerebrais morreram depois do derrame.

“Nosso estudo aumenta a evidência de que o resveratrol pode potencialmente construir uma resistência no cérebro para casos de derrame”, afirma Doré.

Mas os pesquisadores alertam sobre o uso de suplementos de resveratrol disponíveis ao lado de vitaminas e minerais na internet promovendo benefícios, porque ainda não há clareza sobre seus benefícios. Até porque, segundo eles, vale lembrar que o vinho é uma bebida alcoólica, que se for ingerida com exagero, pode fazer mal a saúde.



Redação O Povo Online com informações do R7

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ouvir Mozart o torna mais inteligente?


Você não se sente culto ao sintonizar a estação de música clássica no rádio ou na internet e ouvir uma ópera ou uma sinfonia de um grande compositor como Mozart? Baby Einstein, uma empresa que faz DVDs, vídeos e outros produtos para bebês incorporando arte, música e poesia clássica, é uma franquia de 1 milhão de dólares. Pais compram os produtos porque acreditam que a exposição à grande arte (como os DVDs e CDs Baby Mozart) pode ser bom para o desenvolvimento cognitivo de seus filhos. Há até CDs de música clássica criados para ser tocados durante a gravidez, para o feto em desenvolvimento. A ideia de que ouvir música clássica pode aumentar sua capacidade cerebral se tornou tão popular que foi apelidada de "O efeito Mozart". Então como esse mito começou?

Nos anos 1950, um médico de ouvido, garganta e nariz chamado Albert Tomatis começou a tendência, alegando que o uso da música de Mozart foi um sucesso para ajudar pessoas com distúrbios de fala e de audição. Nos anos 90, 36 estudantes em um estudo da Universidade da Califórnia em Irvine ouviram 10 minutos de uma sonata de Mozart antes de fazerem um teste de QI. De acordo com Gordon Shaw, o psicólogo encarregado do estudo, a pontuação dos estudantes subiu em torno de oito pontos. O efeito Mozart acabava de nascer.

Um músico chamado Dan Campbell registrou a frase e criou uma linha de livros e CDs baseados no conceito, e Estados como a Geórgia, a Flórida e o Tennessee separaram dinheiro para música clássica para bebês e outras crianças pequenas. Campbell e outros foram mais longe, afirmando que ouvir Mozart pode até melhorar a saúde das pessoas.

Contudo, o estudo da UC Irvine original foi controverso na comunidade científica. Frances Rauscher, pesquisador envolvido no estudo, declarou que eles nunca afirmaram que ouvir Mozart tornava as pessoas mais inteligentes; apenas que aumentava o desempenho em certas tarefas espaço-temporais. Outros cientistas foram incapazes de reproduzir os resultados originais, e não há atualmente nenhuma informação científica para provar que ouvir Mozart, ou qualquer música clássica, faz alguém ficar mais esperto. Rauscher até disse que o dinheiro gasto por aqueles Estados seria de mais utilidade em programas de música - há algumas evidências que mostram que aprender um instrumento melhora a concentração, a auto-confiança e a coordenação.

Mozart certamente não pode lhe fazer mal, e você até pode gostar dele se você tentar, mas não conseguirá ficar mais inteligente.


por Shanna Freeman - traduzido por HowStuffWorks Brasil

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Samsung diz que grávidas, idosos e embriagados não devem ver TV em 3D




Nova aposta das fabricantes do setor para se expandir, o uso dos televisores 3D (terceira dimensão) não é para qualquer um. Pelo menos é o que afirma a empresa sul-coreana Samsung, uma das primeiras a fabricar o produto.

Em seu alerta de segurança sobre o aparelho, ela afirma que idosos, grávidas, pessoas que sofrem de condições médicas graves, com privação de sono ou que estão sob influência de álcool não devem utilizar a função 3D do televisor.

A Samsung diz que o uso do 3D pode provocar ataques epilépticos em algumas pessoas, além de labirintite, fadiga visual e perda de estabilidade postural.

Alguns videogames, como o PlayStation, também fazem alertas para risco de epilepsia.

Para a médica Célia Roesler, integrante do departamento de cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, a preocupação com os idosos é que eles podem ter dor de cabeça, aumento da fadiga visual, tontura e náuseas. No caso de mulheres grávidas, os problemas mais comuns são de perda de equilíbrio.

A especialista recomenda que as pessoas, ao terminarem de assistir a um programa em 3D, não se levantem imediatamente e façam um "exercício" que consiste em olhar "um pouco para perto, um pouco para longe, como uma forma de adaptar a visão ao real".

De acordo com Roesler, caso a pessoa sinta algum desconforto ao ver programas com a nova tecnologia, ela deve tirar os óculos e descansar a vista por cerca de dez minutos. Caso os problemas persistam, a instrução é que a pessoa pare imediatamente de ver TV e procure um médico.

A médica diz ainda que há relatos de pessoas que descobriram que tinham problemas como miopia e astigmatismo após assistirem a programas em 3D.



*Publicado em: 16/04/2010

*Site: http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/dinheiro/2010/04/16/samsung-diz-que-gravidas-idosos-e-embriagados-nao-devem-ver-tv-em-3d.jhtm