quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NEURUECE participa de maior pesquisa do país sobre o mutirão da Cefaléia


A convite do Prof. João José, a Liga de Neurociências da UECE participou da construção da maior pesquisa do país sobre o Mutirão da Cefaléia. Promovido pela Academia Brasileira de Neurologia e Sociedade Brasileira de Cefaléia, o Mutirão nacional foi realizado em comemoração ao dia internacional de combate à dor de cabeça. Em diversos estados brasileiros, serviços de Neurologia se organizaram contra a principal queixa de dor da população; que tem forte impacto social e sobre a qualidade de vida da população.

Em maio de 2010, em parceria com o Serviço de Neurologia do Hospital Geral de Fortaleza, a NEURUECE participou do III Mutirão no estado. Foram mais de 150 pacientes atendidos pela melhor equipe cearense. Na ocasião, itens como medicação utilizada, diagnósticos, sinais vitais, exames realizados e impacto social/pessoal foram avaliados.

A NEURUECE atuou na avaliação de 440 formulários aplicados durante o evento em 6 estados brasileiros, produzindo valioso material a ser apresentado no Congresso Brasileiro de Cefaléia 2010, em Gramado, RS, pelo Prof. João José Carvalho.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Gene defeituoso pode ser a causa da enxaqueca, diz estudo


Uma pesquisa britânica revelou que um gene defeituoso pode ser a causa das dores de cabeça características da enxaqueca. Os cientistas envolvidos na pesquisa acreditam que a descoberta pode levar a novos tratamentos para a doença.


Segundo o estudo publicado na revista Nature Medicine, o mau funcionamento de um gene conhecido como Tresk faz com que fatores do ambiente ativem áreas do cérebro que controlam a dor, causando a enxaqueca.

A equipe responsável pela pesquisa, formada por especialistas de diferentes países, utilizou amostras de DNA de pessoas que sofrem da doença e de seus familiares.

Segundo o pesquisador da Universidade de Oxford Zameel Cader, que participou do estudo, o gene Tresk estava inativo nos pacientes, o que causava a enxaqueca. "O que nós queremos é encontrar um remédio que ative o gene", disse Cader à BBC.

"Estudos anteriores haviam identificado partes do nosso DNA que aumentam o risco na população em geral, mas eles não haviam encontrado genes que pudessem ser diretamente responsáveis pela enxaqueca", afirmou Cader.

"O que nós descobrimos é que a enxaqueca parece depender do quão estimuláveis são os neurônios em partes específicas do cérebro".

Estima-se que uma em cada cinco pessoas sofra de enxaqueca. Em vários casos, a dor de cabeça vem acompanhada de náusea e de sensibilidade à luz. Em outros, ela é precedida por um distúrbio sensorial conhecido como aura, identificado pela percepção de uma luz ou de um cheiro estranho.

"(A descoberta) abre avenidas para se planejar novas pesquisas que poderão, então, levar a novos tratamentos, mas certamente este será um longo caminho", diz o médico Aarno Palotie, do Wellcome Trust Sanger Institute.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Neurocientista brasileiro recebe prêmio de R$ 7 milhões dos EUA




Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, estuda tratamento para Parkinson.
Doença neurodegenerativa causa tremores incontroláveis e espasmos.




O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que trabalha no Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, Carolina do Norte (EUA), foi um dos escolhidos para receber o Transformative R01 Award dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês). Com isso, terá direito a um financiamento para pesquisas de aproximadamente US$ 4 milhões (quase R$ 7 milhões) .

Ele já havia recebido em julho o Pioneer Award (noticiado no blog da NEURUECE), criado pela mesma instituição em 2004, pelo qual recebeu US$ 2,5 milhões (R$ 4,3 milhões pelo câmbio atual) para dar continuidade a suas pesquisas no campo da interface cérebro-máquina. Nicolelis é o primeiro cientista a receber da instituição americana no mesmo ano o Pioneer e o Transformative R01.

Os recursos oficialmente anunciados nesta quinta-feira (30) deverão ser direcionados ao desenvolvimento de uma nova terapia, menos invasiva, para a doença de Parkinson, baseada em estímulos na medula espinhal (em vez de no cérebro).

O mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que avança de forma progressiva, causando tremores incontroláveis e espasmos. Ainda sem cura, leva seus portadores à morte.

Depressão x Infarto Agudo do Miocardio



Ter depressão ou infarto é péssimo , mas ter os dois pode ser bem pior.
Segundo este artigo pessoas diagnosticadas com depressão tem muito mais propensão a vir a desenvolver um ataque cardíaco do que individuos sem depressão, a despeito da presença ou não dos fatores de risco classicos( obesidade, HAS e etc)
Os pesquisadores estudaram mais de 6000 pessoas no reino unido durante 5 anos.
Os autores concluiram que indivíduos coronarianos tiveram mais chance de ir a óbito do que a população normal e que
pacientes com depressão e coronariopatas tiveram 5 vezes mais chance de vir a ter evento coronariano e ir a obito

Os autores sugerem que ninguem esta seguro com depressão e que processos depressivos podem levar à formação de êmbolos, de processos inflamatórios, de alteração no metabolismo de lipides, como em outros fatores .

sábado, 25 de setembro de 2010

Banho de sol aumenta libido masculina, sugere estudo



Um estudo feito por pesquisadores na Áustria sugeriu que o banho de sol pode aumentar a libido masculina pois a vitamina D produzida eleva a concentração de testosterona no sangue.

Boa parte da vitamina D é sintetizada pela pele ao ser exposta à luz do sol e o restante é proveniente dos alimentos.

O estudo, divulgado na revista Clinical Endocrinology, incluiu 2.299 homens e constatou que os homens tinham uma concentração menor tanto da vitamina quanto do hormônio durante o inverno e uma concentração mais alta no auge do verão.

A testosterona pode ter um impacto sobre a libido e os níveis de energia do homem.

Ela também tem funções essenciais tanto em homens quanto em mulheres, mantendo a força muscular e a densidade óssea.

Suplementos


Winfried Marz e seus colegas que participaram do estudo disseram que os cientistas deveriam agora verificar se suplementos de vitamina D têm o mesmo efeito sobre a testosterona.


Ad Brand, do Sunlight Research Forum, na Holanda - uma organização sem fins lucrativos criada para informar o público sobre as descobertas científicas sobre os efeitos do sol sobre a saúde disse: "Os homens que cuidam para que o seu organismo tenha um suprimento de vitamina D suficiente estão fazendo algo bom para os seus níveis de testosterona e sua libido, além de outras coisas."

Mas especialistas em câncer advertem que exposição excessiva ao sol é prejudicial à saúde.

Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, disse: "Nós sabemos que, em termos médicos, nós podemos aumentar a libido e o bem-estar geral dos homens com baixa concentração de testosterona através de uma terapia de reposição hormonal."

"Mas isso é dentro de um conjunto determinado de circunstâncias clínicas em que a produção de testosterona é baixa."

"Se um homem saudável nota mudanças significativas durante o ano todo não é tão claro e eu recomendaria aos homens que tenham bom senso se usarem camas de bronzeamento nos meses de inverno por causa dos riscos associados ao uso excessivo."

Jessica Harris, da Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha, também advertiu contra a exposição excessiva ao sol e lembrou: "As pessoas também podem aumentar sua concentração de vitamina D comendo mais alimentos como peixes oleosos, tais como salmão, truta ou cavala."

Fonte: CongressosMédicos.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dia Nacional de Informação sobre a Doença de Alzheimer





Custos com demência chegam a 1% do PIB mundial, afirma relatório


Os custos globais com demência – causada, em sua maioria pelo Mal de Alzheimer – vão ultrapassar 1% do Produto Interno Bruto mundial neste ano, chegando a US$ 604 bilhões, alerta um relatório publicado nesta terça-feira, dia mundial do Alzheimer.


Segundo o Relatório Mundial do Alzheimer, se o cuidado com pacientes de demência fosse um país, ele seria a 18ª economia do mundo. Se fosse uma empresa, seria a maior do mundo, com receita superior à da Wal Mart e da ExxonMobil.

O documento da Alzheimer’s Disease International (ADI) – que reúne várias organizações – contém os dados mundiais mais atualizados sobre o custo da doença e defende que sejam investidos mais recursos em pesquisas e tratamentos.

A estimativa é de que atualmente haja 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050.

“A escala desta crise pede ação global”, afirmou Marc Wortmann, diretor executivo da ADI. “A história mostra que grandes doenças podem ser administráveis – e até evitáveis – com consciência global suficiente e vontade política para fazer investimentos substanciais em pesquisa e opções de cuidado.”

Cuidados

Cerca de 70% dos custos com a doença ocorrem nos países desenvolvidos da Europa Ocidental e da América do Norte. Nesses países, os custos com o cuidado informal (feito por familiares ou acompanhantes pagos por esses familiares) é equivalente aos custos dos serviços sociais (feito por profissionais de saúde comunitária, ou asilos).

Nos países em desenvolvimento, ou com baixa renda per capita, o cuidado informal responde pela grande maioria dos custos, onde o custo direto dos serviços sociais é mínimo, em comparação. Em regiões como China, Índia e América Latina, espera-se ainda um aumento no número de casos de demência, conforme aumente a expectativa de vida das pessoas.

Segundo o relatório, os países mais pobres sofrem com a falta de reconhecimento da doença, e o cuidado dos pacientes cai, em geral, sobre a família. Os países ricos têm dificuldades em cumprir a demanda por serviços, deixando muitos pacientes e acompanhantes com pouco, ou nenhum apoio.

Nos países ricos, a média de pacientes com demência vivendo em casa é de 66%. Nos países em desenvolvimento, este número chega a 94%, afirma o relatório.

No Brasil, estima-se que entre 70% e 94% dos pacientes com demência vivam em casa, nas áreas urbanas, e entre 90% e 99% nas áreas rurais.



Crise

De acordo com o documento, os custos com os cuidados dos pacientes devem aumentar a uma velocidade mais alta do que a incidência da demência, à medida que os governos invistam mais em tratamento e saúde pública.

“Este é um chamado para o fato de que a doença de Alzheimer e outros tipos de demência são a crise social e de saúde mais significativa do século 21”, disse Daisy Acosta, diretora da ADI.

“Lamentavelmente, os governos estão despreparados para os distúrbios sociais e econômicos que esta doença vai causar.”

O relatório pede que a Organização Mundial de Saúde declare a demência como uma prioridade mundial.

Especialistas em demência afirmam que os governos devem liderar o caminho em garantir que as estratégias nacionais para o tratamento de pacientes com demência sejam implementadas e que sejam investidos mais recursos em pesquisas para o desenvolvimento de novos exames, tratamentos e, possivelmente, a cura.

Dados publicados recentemente no Reino Unido sugerem que o investimento em pesquisas sobre doenças cardíacas é 15 vezes maior no país e 30 vezes maior no caso do câncer.

BBC Brasil