segunda-feira, 8 de abril de 2013

A linguagem da dor.

Mostra na estação Brás do metrô, em São Paulo, exibe quadros pintados por mulheres com fibromialgia.



“A dor é um veneno de cuja taça todos provaram: não há ninguém que não consiga lembrar o gosto e que não tenha medo de um gole maior”, define Melanie Thernstrom em Crônicas da dor (Objetiva, 2011). A metáfora da escritora americana, que sofre de dor crônica, se aplica à fibromialgia. Caracterizada por dores difusas e constantes por todo o corpo, a síndrome afeta 2,5% da população mundial, em sua maioria mulheres, e não tem cura. Os sintomas podem ser controlados com medicamentos e psicoterapia, mas muitas das pacientes lidam diariamente com eles, que não raro limitam o trabalho e atividade física. A convivência íntima com a sensação dolorosa é tema da mostra A DorArte – 20 pinturas de mulheres com fibromialgia expostas na estação Brás do metrô, em São Paulo.

As autoras das obras são pacientes do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) durante o projeto Mãos à Obra, desenvolvido pela fisioterapeuta e bailarina Andréia Baptista, do departamento de reumatologia da mesma instituição, que pesquisou os efeitos terapêuticos da arte sobre os sintomas da fibromialgia em sua dissertação de mestrado. Cerca de 80 voluntárias tiveram aulas de desenho e pintura em grupo ao longo de cinco meses e foram incentivadas a expressar seus sentimentos nas telas. Segundo a pesquisadora, a atividade se refletiu em diminuição das queixas de dor e aumento do bem-estar das pacientes. As obras expostas foram selecionadas entre mais de 200. “Elas retratam sensações e angústias ligadas à dor, fadiga, alterações de sono e de humor”, diz Andréia.

A DorArte. Estação Brás (Linha 3 – Vermelha). Praça Agente Cícero, s/no, Brás, São Paulo. Diariamente, das 4h40 às 0h35. Até o fim de abril.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/a_linguagem_da_dor.html

A neurobiologia da maconha.

Sendo o cérebro tão vasto e complexo e a ação dos canabinóides tão diversa, não é de estranhar que a maconha produza efeitos variáveis no tempo, entre indivíduos e em diferentes contextos comportamentais.



Embora muitos efeitos mentais da Cannabis sejam conhecidos, seus mecanismos de ação no cérebro ainda guardam segredos. Evidências recentes, no entanto, mostram que os canabinóides produzem uma desorganização do ritmo cerebral, principalmente no hipocampo, área relacionada à formação de memória.

Registrando a atividade de dezenas de neurônios por meio de finíssimos fios metálicos conectados a amplificadores, neurofisiologistas húngaros e americanos da Universidade Rutgers em Newark, Estados Unidos, investigaram o efeito de canabinóides naturais e sintéticos na atividade neural e no comportamento de ratos enquanto estes realizavam uma tarefa de alternância espacial.

Os animais tinham de buscar recompensa em lugares que mudam com o tempo conforme uma ordem fixa. Isto exigia que eles se lembrassem da última escolha que fizeram, algo que depende da integridade do hipocampo. Os pesquisadores verificaram que os canabinóides produzem redução na potência dos ritmos hipocampais em diversas faixas de freqüência, efeito que puderam reverter utilizando um antagonista do receptor CB1, isto é, uma droga que bloqueia a ação dos canabinóides neste receptor.
A redução do ritmo hipocampal denominado teta, caracterizado por oscilações neurais numa faixa estreita de freqüências entre 4 e 12 Hz, correlacionou-se diretamente com os déficits de memória de trabalho. Quando os pesquisadores compararam a atividade de neurônios individuais antes e depois da administração dos canabinóides, verificaram que o tratamento teve apenas um leve impacto na freqüência com a qual potenciais de ação ocorrem em neurônios excitatórios e inibitórios. Entretanto, uma análise de coordenação temporal (sincronização) da atividade de grupos neuronais deixou claro que a sincronia da ocorrência de potenciais de ação de neurônios individuais é fortemente diminuída pelos canabinóides, literalmente desorganizando o processamento de informações no hipocampo.

Sendo o cérebro tão vasto e complexo, a ação dos canabinóides tão diversa e a interação com seus receptores canabinóides tão diferenciada, variando conforme a região cerebral enfocada e a dose utilizada, não é de estranhar que a maconha, que contém 70 canabinóides com propriedades distintas, produza efeitos muito variáveis no tempo, entre indivíduos e em diferentes contextos comportamentais.

As diversas funções reguladas por endocanabinóides derivam do funcionamento articulado de redes complementares de neurônios excitatórios e inibitórios, promovendo ação e contra-ação em níveis escalonados tanto molecular quanto sistêmico. Em contraste com essa precisa regulação temporal e localizada da ativação de receptores CB1, o consumo de maconha provoca diminuição generalizada da sincronia das populações de neurônios que integram os sistemas cerebrais com alta densidade de receptores canabinóides, como o hipocampo e o estriado.

Dado o alto grau de conexão destas regiões com o resto do cérebro, pode se dizer que a maconha produz uma reestruturação global dos padrões de atividade neuronal. A ação antiepilética, os déficits de memória de curto prazo, a alteração perceptiva que converte até os estímulos mais corriqueiros em novidade, a perda de atenção, a sensação alterada da passagem do tempo, a preguiça, o aumento da criatividade e da atitude contemplativa, todos esses efeitos mentais tipicamente causados pela maconha talvez derivem diretamente da flexibilização da coordenação entre grupos neuronais.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/a_neurobiologia_da_maconha.html

sábado, 20 de outubro de 2012

Mau humor de segunda-feira é mito.

O estado de ânimo do primeiro dia de trabalho não é diferente do restante da semana.


A sensação de tristeza atribuída às segundas-feiras não passa de folclore, afirmam psicólogos da Universidade Stony Brook, em Nova York, que analisaram as respostas de 340 mil americanos a um questionário. O estado de humor do primeiro dia de trabalho da semana (pelo menos para a maioria das pessoas) não é muito diferente do da terça, quarta e quinta, conforme os autores da pesquisa relataram no Journal of Positive Psychology.

“O popular ódio às segundas-feiras vem do contraste com a percepção do fim de semana. Sábado, domingo e, especialmente, a sexta-feira são dias que evocam um ‘sentimento especial’ para a maioria dos entrevistados, o que pode ser interpretado como expectativa de descanso das preocupações e estresse geralmente associados ao restante da semana”, explica o psicólogo Arthur Stone, coordenador da análise. Os dados também desmentem a “segunda-feira triste”, como é conhecida a última segunda de janeiro em países do hemisfério norte, considerada o dia mais deprimente do ano na cultura popular.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/mau_humor_de_segunda-feira_e_mito.html

"Deficientes Direcionais"




Como fundador e instrutor-chefe da auto-escola Driving In a New America, Inc., o sr. Lenz frequentemente se acha sentado ao lado de um motorista adolescente quando ocorre o seguinte:

"Eu digo a eles, "Vamos virar à direita aqui", e eles ligam a seta para a esquerda; então eu digo, "Não, vire à direita", e eles então dizem "Certo", e deixam a seta para a esquerda ligada.
"Na semana passada, eu disse a uma aluna "OK, vamos tomar a segunda à direita aqui", e ela virou direto à esquerda e entrou num estacionamento."

Pode ser que os adolescentes lutem para entender a diferença entre direita e esquerda por causa do estresse de aprender a dirigir, mas eles não estão sós. Milhões de adultos ao redor do mundo permanecerão "deficientes direcionais" por todas as suas vidas. Para eles, uma habilidade que a maioria das pessoas adquire já aos 12 anos de idade será sempre uma tarefa complicada.

Estudos mostram que, em geral, as mulheres têm mais dificuldade com essa tarefa do que os homens. Outros estudos mostram que os canhotos têm mais dificuldade em discriminar direita e esquerda. Outros estudos dizem o oposto. Quanto ao que ocorre no cérebro de pessoas direcionalmente deficientes, há diversas teorias interessantes, mas nenhuma resposta definitiva.

Entre as poucas pessoas que estudaram o assunto recentemente está Sonja Ofte, da Universidade de Bergen, na Noruega. Ela pediu a alunos do segundo grau que olhassem figuras esquemáticas de humanos de frente ou de costas, com os braços em diferentes posições e lhes pediu que identificassem a mão direita e a esquerda de cada figura. Nesse teste, os homens se saíram bem melhor do que as mulheres, e os homens canhotos melhor do que os destros.

Fonte: http://sadato.hypermart.net/weblog/2006/05/

O que há de novo para combater a dor.

Especialistas desenvolvem tratamentos médicos e psicológicos para amenizar o drama vivido por 40 milhões de brasileiros.


Imagine que, cozinhando, você encosta distraidamente o antebraço em uma chaleira com água fervente que está sobre uma das bocas do fogão. Certamente a incômoda sensação de que sua pele está queimando fará com que se afaste da panela em menos de um segundo. Esse curto espaço de tempo foi suficiente para que o estímulo captado pelas terminações sensoriais da derme percorresse um intrincado caminho até o cérebro, onde foi interpretado como ameaça a seu corpo. Esse processo é chamado de nocicepção.

Se os terminais sensoriais detectam um estímulo agressivo, como o calor excessivo de uma superfície, transformam-no em impulsos elétricos que são levados até a medula, onde há interneurônios, ou neurônios de associação, que modulam a transmissão do estímulo – determinam, por exemplo, a intensidade do sinal doloroso que será enviado para o cérebro, onde áreas relacionadas à dor serão acionadas, como o tálamo e o córtex, envolvidos na percepção da sensação; o córtex pré-frontal, que toma decisões como afastar o braço; o hipotálamo, que aciona reações físicas, como aceleração dos batimentos cardíacos; o tronco encefálico, que nos coloca em estado de alerta; o sistema supressor endógeno, que libera serotonina e endorfinas, opioides produzidos pelo próprio organismo para combater a sensação desagradável. Assim funciona a dor aguda, um sinal saudável de que algo agrediu nosso organismo. Ela costuma cessar logo que o estímulo cessa ou quando tratamos o problema orgânico que a causa.

Entretanto, na dor crônica, a resposta neural à dor persiste mesmo quando a causa inicial é tratada. Considerada um fenômeno de má adaptação, ela pode ocorrer por deficiência tanto do mecanismo de percepção como o de inibição da propagação do impulso elétrico doloroso: diante de sinais gerados repetidamente, os circuitos neurológicos podem se alterar quimicamente, tornando-se mais sensíveis aos estímulos de dor ou mais resistentes ao sistema inibitório.

Há várias teorias sobre o funcionamento da dor crônica, mas a ciência ainda não consegue explicar por que ela surge. A dor crônica não é um prolongamento da aguda. Especialistas afirmam que os dois tipos são muito diferentes – enquanto a primeira é uma espécie de alarme que acaba quando o problema é resolvido, a segunda é muito semelhante, de acordo com estudos recentes, a processos neuroquímicos da memória, como se uma “recordação dolorosa” fosse inscrita no organismo e acessada periodicamente.

Talvez um dos maiores impedimentos para o alívio, ou mesmo para a cura, da dor crônica seja o mito de que não há tratamento. A medicina conta com remédios, novas técnicas cirúrgicas e também com tecnologias menos invasivas para atenuar a dor e possibilitar que o paciente tenha melhor qualidade de vida. Combinadas com psicoterapia e terapias complementares, como relaxamento, condicionamento físico e fisioterapia, elas trazem novas esperanças para quem sofre.

Algumas dores crônicas não respondem tão bem ao tratamento com medicamentos, como as neuropáticas – hipersensibilidade das vias de transmissão do impulso doloroso, que pode ser causada pelo herpes-zóster, por infecção por HIV ou derrame vascular cerebral, entre outros fatores. Para esses casos, uma tecnologia pouco agressiva, o neuroestimulador medular (NM), tem revelado bons resultados. “O aparelho implantado na coluna vertebral envia sinais elétricos que interferem na transmissão da dor”, explica o neurocirurgião Eduardo Barreto, doutor em medicina pela Universidade Benjamin Franklin, em Berlim. Outro recurso, não invasivo, é a estimulação magnética transcraniana, estudada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP): eletrodos colocados sobre a cabeça aplicam ondas eletromagnéticas no cérebro e estimulam áreas envolvidas no processamento da dor. Validada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em maio, ela é usada no tratamento de depressão e na avaliação da resposta do paciente a um futuro implante neurocirúrgico.

A DOR É UM DOS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELOS PACIENTES QUE MAIS AFLIGEM OS MÉDICOS E QUE É SEMPRE TEMA DE DISCUSSÃO EM VÁRIAS ESPECIALIDADES. PARA OS NEUROLOGISTAS, TRATA-SE DE UM TEMA SEMPRE PRESENTE; A CLASSIFICAÇÃO DA DOR FICA PRINCIPALMENTE A CARGO DE SEU TEMPO DE EVOLUÇÃO. O NEUROESTIMULADOR MEDULAR, IMPLANTADO NA MEDULA ESPINHAL ATUA LIBERANDO SUBSTÂNCIAS QUE ALTERAM A TRANSMISSÃO E A PERCEPÇÃO DA DOR, FAZENDO SEU BLOQUEIO.
SEGUE AQUI UMA SÉRIE DE LINKS PARA O LEITOR SE INFORMAR MELHOR SOBRE O TEMA DA DOR CRÔNICA E SOBRE O USO DO NEUROESTIMULADOR MEDULAR. BOA LEITURA!

http://autoimunes.blogspot.com.br/2008/08/neuroestimulador-medular.html

Avaliação do custo do medicamento para tratamento ambulatorial de pacientes com dor crônica.

Funcionamento do Neuroestimulador Medular

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/o_que_ha_de_novo_para_combater_a_dor.html
http://autoimunes.blogspot.com.br/2008/08/neuroestimulador-medular.html
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942010000400007&lang=pt
http://www.youtube.com/watch?v=gNuLJSh99uU

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Destros associam lado direito com bom e esquerdo com mau.

Lateralidade pode influir de forma inconsciente em nossas escolhas.


Ser destro ou canhoto significa mais que usar os membros do lado direito ou esquerdo do corpo com mais ou menos habilidade. Essa predominância pode influir de forma inconsciente em nossas escolhas, segundo a teoria da cognição incorporada – de acordo com essa hipótese, considerada por cientistas cognitivos de várias universidades, as ideias abstratas partem de experiências físicas do mundo externo.

O psicólogo Daniel Casasanto, da Nova Escola de Pesquisa Social, em Nova York, analisou escolhas de voluntários em várias situações – quais objetos ou imagens preferiam, ou mesmo candidatos a vagas de emprego com que simpatizavam mais – e descobriu que os destros tendiam a associar características positivas a pessoas ou coisas que se encontravam a seu lado direito; com os canhotos, ocorre o oposto. Em outro estudo, Casasanto também observou que políticos costumam gesticular com a mão de seu lado dominante ao se promoverem, por exemplo, e com a outra ao rebaterem críticas ou se justificarem.



Em 2011, o psicólogo colocou em xeque a teoria de que a lateralidade é determinada geneticamente. Ele pediu a voluntários que jogassem dominó usando uma luva grossa e desconfortável em sua mão dominante e depois que escolhessem objetos e opinassem sobre pessoas. Descobriu que eles preferiram o que ou quem estava do lado de sua mão livre. E essa tendência já pode ser observada em crianças de 6 anos, como Casasanto relatou em artigo publicado na Cognitive Science. Ele e sua equipe perguntaram a elas que animais, entre desenhos apresentados aos pares, pareciam mais simpáticos ou mais espertos. Os destros quase sempre escolheram as imagens à direita, e os canhotos, as da esquerda. Também escolheram guardar seus brinquedos preferidos em caixas posicionadas a seu lado dominante. “Nosso pensamento é influenciado por interações com o mundo físico que nem imaginamos”, diz o psicólogo.

MUITOS SÃO OS RELATOS DE MAUS TRATOS COM OS CANHOTOS, DESDE A IDADE MÉDIA ATÉ TEMPOS MODERNOS. SÃO INÚMERAS AS ASSOCIAÇÕES DO USO DA MÃO ESQUERDA COM O ERRADO, CONTRA DEUS, JÁ QUE ESSAS PESSOAS ERAM CONSIDERADAS PRATICANTES DA BRUXARIA OU HEREGES. NO BRASIL, UMA SOCIEDADE DOS CANHOTOS CONSEGUIU APOIO PARA ESTABELECER UMA COTA MÍNIMA DE CARTEIRAS PARA CANHOTOS NAS ESCOLAS. MUITAS CRIANÇAS FORAM OBRIGADAS A APRENDER A USAR A MÃO DIREITA, O QUE CAUSAVA UMA CRISE PSICOLÓGICA, MUITAS VEZES, DE CONSIDERÁVEL IMPORTÂNCIA. PORÉM, ALGUMAS VEZES, OS CANHOTOS SÃO RETRATADOS COM DESTAQUE. NO CINEMA, POR EXEMPLO, O PUGILISTA ROCK, INTERPRETADO POR SILVESTER STALONE É CANHOTO, SENDO ESTA UMA VANTAGEM EM RELAÇÃO AOS SEUS ADVERSÁRIOS. O DESENHO MUPETS MOSTRA OS PERSONAGENS CANHOTOS. EXISTE UMA HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA ESCOCESA DO SÉCULO XVI, OS KERR, FORMADOS NA MAIORIA POR CANHOTOS, QUE, NUMA ESTRATÉGIA DE GUERRA CONSTRUÍRAM AS ESCADAS DE SEU CASTELO TORCIDAS PARA A ESQUERDA (FUGINDO DO PADRÃO HABITUAL)E PODENDO ASSIM GOLPEAR OS INVASORES OS PRENSANDO CONTRA A COLUNA CENTRAL DA ESCADA.
SEGUE AQUI UMA SÉRIE DE LINKS SOBRE O ASSUNTO, DESDE CURIOSIDADES ATÉ ARTIGOS SOBRE O CANHOTISMO.

http://super.abril.com.br/saude/canhotos-essa-sofrida-gente-esquerda-438397.shtml

http://bocaberta.org/2010/06/25-fatos-curiosos-sobre-canhotos.html

http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/2698

http://www.scielo.br/pdf/anp/v53n3a/10.pdf

Fontes: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/destros_associam_lado_direito_com_bom_e_esquerdo_com_mau.html
http://super.abril.com.br/saude/canhotos-essa-sofrida-gente-esquerda-438397.shtml
http://bocaberta.org/2010/06/25-fatos-curiosos-sobre-canhotos.html
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/2698
http://www.scielo.br/pdf/anp/v53n3a/10.pdf

Síndrome de Ekbom ou Síndrome das Pernas Inquietas

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é uma sensação incômoda, não dolorosa, dentro das pernas que provoca uma irresistível vontade de mexê-las. Algumas pessoas descrevem-na como: “coceira nos ossos”, “alfinetadas”, “insetos caminhando pelas pernas”, “pernas querendo dançar sozinhas”, “comichão”, “formigamento”, “friagem”. Seja qual for a sensação, ela vem acompanhada por essa urgência para mexer as pernas. Às vezes, pode ser nos braços.



Os sintomas pioram ou só aparecem quando o indivíduo está descansando e desaparecem com movimento. Pioram à noite, especialmente quando o indivíduo se deita. Movimentos dos pés dedos e pernas são vistos quando o indivíduo está sentado ou deitado. Essa inquietação pode ser interpretada erroneamente como nervosismo.

Os sintomas de SPI podem causar dificuldade para adormecer e permanecer dormindo. Aproximadamente 80% das pessoas com SPI têm também movimentos periódicos dos membros durante o sono (PLMS), esses “puxões” acontecem a cada 20-30 segundos durante a noite toda, causam microdespertares que interrompem o sono.

Por causa da dificuldade de dormir e manter-se no sono, as pessoas se sentem cansadas e sonolentas durante o dia, aumentando irritabilidade, inabilidade para lidar com o estresse, depressão, dificuldade para concentração e memória. Por causa da urgência em movimentar as pernas, longas viagens e atividades de lazer são quase impossíveis.

A descrição mais antiga da qual se tem conhecimento é de 1685, pelo neurologista Thomas Willis (Ver biografia anterior), que relatou os sintomas de desconforto nos membros, que interferiam no sono e os pacientes se sentiam como se estivessem numa praça de torturas – Place of Greatest Torture. Segue-se a referência de Wittmack, em 1861, que denominou o quadro clínico como “Anxietas tibiarum” e pela compulsão dos pacientes em se movimentar, em correr, mesmo debilitados, fazia parte da Hysteria. A descrição mais detalhada da SPI data de 1944, numa monografia de Ekbom.

O Grupo Internacional de Estudos da SPI determinou quatro critérios para diagnóstico da moléstia, incluindo ainda outros critérios clínicos que fazem parte do diagnóstico e da caracterização. O tratamento inclui uma série de medidas comportamentais aliadas a uso de fármacos dos grupos dos Agentes dopaminérgicos, Opióides, Benzodiazepínicos e Anticonvulsivantes.

Para um melhor estudo sobre a SPI, segue o link para direcionamento para um artigo muito esclarecedor, onde podemos inclusive entrar em contato com os critérios diagnósticos. Boa leitura.

http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2004/RN%2012%2001/Pages%20from%20RN%2012%2001-2.pdf

Site para consulta: http://www.sindromedaspernasinquietas.com.br/

Fonte: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2004/RN%2012%2001/Pages%20from%20RN%2012%2001-2.pdf
http://www.sindromedaspernasinquietas.com.br/