quinta-feira, 25 de março de 2010

Novo site da NEURUECE



Ainda mais interativo, o site da Liga de Neurociências da UECE desponta como um dos mais completos sites de ligas de neurociências do Brasil. Com uma proposta inovadora de se tornar ferramenta indispensável ao estudo e compreensão das neurociências, o NeuroSite da NEURUECE tem uma abordagem simples, prática e muito interativa. Novos recursos como o Twitter e a "Neurologia da Leigos" tornam o site mais dinâmico e pronto para sanar as principais dúvidas em neurociências.

O objetivo é ter, em um mês, o triplo de informações que o site apresentou na época da sua inauguração, incorporando conteúdos como provas de residências médicas, monitorias acadêmicas, livros, apostilas, currículo essencial em neurociências, atlas de neuroanatomia e um conteúdo dedicado ao público leigo.

NEURUECE oficializa estágio em Neurologia Clinica


A Liga de Neurociências da UECE e o Serviço de Neurologia do Hospital Geral de Fortaleza, via coordenação de estágios médicos do Hospital Geral de Fortaleza, oficializaram a realização do estágio em Neurologia Clínica. Um dos poucos estágios do gênero no Brasil, o estágio em Neurologia Clínica nasce com uma atuação ampliada em todos os setores do melhor serviço de Neurologia do estado, tendo atuação nos ambulatórios de Neurologia, enfermaria e emergências neurológicas e Unidade de Tratamento do AVC. O estágio terá duração de 12 meses, sendo um mês de férias, e carga-horária semanal máxima de 12h. O propósito do limite de carga-horária máxima é permitir que todos os estagiários possam rodar em todos os setores do Serviço e que ainda tenham disponibilidade ao estágio em Neurocirurgia do Hospital Batista, o mais novo grande parceiro da NEURUECE.

Iniciado o I Atlas Cearense de Neuroanatomia


Com o propósito de se tornar referência para estudantes da área da saúde do Brasil inteiro, a Liga de Neurociências da UECE dá a largada para a construção do I Atlas Cearense Virtual de Neuroanatomia.

A partir da sinalização positiva do Secretário de Saúde do Estado, do Serviço de Verificação de Óbitos de Fortaleza e do Centro de Ciências da Saúde, dia 27 de março, serão iniciados os trabalhos do Atlas. O propósito é criar uma ferramenta de consulta complementar aos atlas atualmente disponíveis no mercado e de forma gratuita e amplamente acessível. O roteiro estabelecido foi criado por ex-monitores em Anatomia Humana e retrata as principais dúvidas do alunato. Assim, com a proposta inovadora de se tornar um instrumento de ensino interativo em Neuroanatomia, o Atlas da NEURUECE promete tornar-se um amigo inseparável no estudo da Neuroanatomia.

O Atlas contará ainda com correlatos orientados para a clínica, aproximando ainda mais a realidade da Neuroanatomia à prática médica.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pais superprotetores travam cérebro dos filhos, mostra pesquisa

WENDY ZUKERMAN
da New Scientist


Pais superprotetores inibem mais que a liberdade de seus filhos: eles também arriscam reduzir a velocidade de crescimento do cérebro em uma área vinculada a doenças mentais.

Um novo estudo mostrou que as crianças cujos pais são superprotetores ou negligentes sejam mais suscetíveis a desordens psiquiátricas --que, por sua vez, são associadas a problemas em parte do córtex pré-frontal.

Para pesquisar o vínculo entre o comportamento dos pais e o problema mental dos filhos, Kosuke Narita, da Universidade de Gunma, no Japão, analisou os cérebros de 50 pessoas na faixa dos 20 anos e pediu a eles que respondessem a um questionário sobre sua relação com os pais durante os primeiros 16 anos de suas vidas.

Os pesquisadores utilizaram um modelo de questionário chamado "Instrumento de Vínculo Paterno e Materno", uma maneira internacionalmente reconhecida de avaliar o relacionamento dos filhos com seus pais.

O método pede aos participantes que deem notas aos seus pais de acordo com declarações como "Não queria que eu crescesse", "Tentou controlar tudo o que eu fazia" e "Tentou me deixar dependente dele/dela".

Pais negligentes

A equipe de Narita descobriu que os jovens com pais superprotetores tinham menos massa cinzenta em uma área particular do córtex pré-frontal, em relação àqueles que tiveram relações saudáveis com seus pais.

Esta parte do córtex pré-frontal se desenvolve durante a infância, e anomalias lá são comuns em pessoas com esquizofrenia e outras doenças mentais.

Narita e seu grupo propuseram que a liberação excessiva do hormônio do estresse cortisol --devido tanto à negligência, ou à atenção exagerada-- e a reduzida produção de dopamina (neurotransmissor estimulante) como resultado do relacionamento inadequado dos pais com os filhos bloqueia o crescimento da massa cinzenta.

Anthony Harris, diretor da Unidade de Desordens Clínicas, no Hospital Westmead, em Sydney, Austrália, diz que o estudo é importante por destacar para a comunidade ampla que a maneira como os pais se relacionam com os filhos tem efeitos de longo prazo sobre os jovens.

Acusando os pais

No entanto, Harris acrescenta que as diferenças observadas no cérebro não são sempre permanentes. "Muitos indivíduos demonstram grande resiliência [capacidade de superar problemas]", diz ele.

Stephen Wood, que estuda o desenvolvimento dos adolescentes no Centro Neuropsiquiátrico de Melbourne, na Austrália, diz que o relacionamento dos pais com os filhos não pode ser necessariamente acusado pelas anomalias cerebrais.

Ele ressalta que os indivíduos estudadoos podem ter nascido com as anomalias e, como resultado, não se deram bem com seus pais, ao invés de ser o processo contrário ter acontecido.

Wood também discorda da decisão dos pesquisadores de excluir indivíduos de classe socioeconômica inferior e pais sem instrução escolar --dois fatores conhecidos por contribuir para má performance em testes cognitivos.

"O efeito que eles encontraram pode ser real, mas por que se preocupar com a educação dada pelos pais se há outros fatores que podem ter impacto mais forte?", questiona ele.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u705438.shtml

terça-feira, 9 de março de 2010

NEURUECE e Hospital Batista


Sob orientação do Dr. Stélio Araújo, a neurocirurgia da Liga de Neurociências da UECE dá um importante passo: sob apoio do Centro de Estudos do Hospital Batista, a NEURUECE sinaliza parceria com o Instituto de Pesquisas em Neurocirurgia e Cirurgia Buco-Maxilo-Facial. A parceria permitirá o intercâmbio científico entre Universidade e Hospital, realização de pesquisas científicas, seminários, simpósios, palestras, estágio e outros eventos. A parceria começou a ser sinalizada com a participação da NEURUECE na palestra "Introdução ao estudo de tumores cerebrais" proferida pelo Dr. Haley Brito, neurocirurgião do Hospital Batista, no dia 09 de março.

A parceria poderá ainda promover intercâmbio científico entre o Hospital Geral de Fortaleza e a Sociedade Cearense de Neurologia e Neurocirurgia, grandes parceiros da NEURUECE.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Neurophobia and its implications


Historically, neurology and neurosciences in general have been regarded as one of the more difficult components of the traditional medical curriculum. While such perceptions were anecdotal for many years, the last 10–15 years have seen attempts to test and describe these assertions.

In 1994 the term neurophobia was coined by Jozefowicz to describe 'the fear of neural sciences and neurology' among medical students and even doctors [1]. While Jozefowicz did not present scientific data to support his claim, evidence for neurophobia has now been reported from different sources. Most recently it was noted that among medical students and junior doctors in Ireland neurology was perceived as the most difficult of eight medical sub-specialties assessed [2]. Similar data was observed in a 2002 report that reviewed medical students from two London medical schools, general practitioners and senior house officers. This latter study concluded that neurology was perceived as the most difficult of the sub-specialties, students felt they were least knowledgeable about this subject and doctors had least confidence in themselves when managing neurological cases [3].

The reasons for neurophobia are not clear. It has been suggested that the manner in which neuroscience and neurology are taught may be the cause. Another UK study seeking to explore this observed no evidence of neurophobia when: (i) a modified delivery platform that focused upon increasing the length of time spent on neurology was used and (ii) focusing of the course deliverables took place [4]. Other factors responsible for neurophobia may include the complex subject matter, its sometimes abstract nature, the length of time that must be devoted in order to elicit clinical signs and possibly the fact that neurologists themselves may enjoy the perceived notion that theirs is a difficult subject only suited for the most brilliant [3,5].

Neurophobia, if it does exist, has profound implications for the practice of health care in any nation. The World Health Organization (WHO) estimates that neurological conditions contribute approximately 6.3% to the global health burden [6] and are responsible for 12% of global mortality. In Britain it was estimated that about 10% of all persons presenting to general practioners (GP) had a neurological complaint [7] and 28% of disability among the general population is secondary to neurological or psychiatric problems. Thus there is a significant burden of neurological disease globally and this may be exaggerated among populations in certain parts of the world, like the Caribbean, where a number of neurological diseases, including epilepsy and psychiatric disorders, are misunderstood and even subject to stigmatization.

Another consequence of neurophobia may be its impact on the number of persons who chose to specialize in neurology and other neuroscience based sub-specialties. In the UK there are less neurologists practising than in other disciplines and though hard evidence is lacking in the Caribbean, a review of the yellow pages in Trinidad & Tobago tends to suggest this may also be the case. Interestingly a recent report from Trinidad & Tobago observed that first year medical students are least inclined to chose psychiatry as their preferred specialization [8].

Given the evidence of neurophobia from other medical schools, and its implication for public health, we have sought to assess the extent of neurophobia among the clinical medical students at our school, their perceptions towards neurology and suggestions for improvements in teaching neurology and neuroscience.

Três novos ligantes na NEURUECE


Após um processo seletivo com inscrições 100% on-line, a Liga de Neurociências da UECE divulga seus 3 novos membros. Em uma estratégia inovadora de designar uma das vagas para um candidato em curso do 2º semestre acadêmico, a NEURUECE preconiza sua atuação nas neurociências básicas, como a Neuroanatomia e a Neurofisiologia. Os demais membros estão prestes a iniciar o 5º semestre acadêmico. Os novos membros serão recepcionados com o seminário "Universo das Neurociências: um universo que vai muito além de 86 bilhões de neurônios" a ser ministrado pelo presidente da NEURUECE, o acadêmico João Brainer. No seminário, os novos ligantes conhecerão o estatuto da NEURUECE, os campos de estágio, pesquisas, congressos e eventos a serem organizados pela Liga. O seminário destacará ainda as oportunidades de ensino, pesquisa, extensão e assistência em neurociências.

A NEURUECE dá um importante passo rumo à sua solidificação como uma das mais representativas ligas UECEanas!