terça-feira, 22 de novembro de 2011

História dos antidepressivos.

No decorrer dos séculos, médicos já receitaram ópio, anfetaminas e cocaína para tratar transtornos do humor.



A lista das substâncias que deveriam vencer as depressões, mas sempre ajudavam apenas alguns afetados, é muito longa. No decorrer dos séculos, os médicos testaram quase tudo o que influenciava o cérebro de alguma forma. O ópio já era considerado na antiga China um meio eficaz contra doenças do ânimo. Nos tempos modernos, os médicos europeus sistematizaram o tratamento: o britânico Thomas Sydenham (1624-1689) o misturou com álcool, produzindo láudano (do latim laudare = louvar). O “tratamento com ópio” devia curar a angústia e a melancolia. Mais tarde, as pessoas desistiram da droga devido ao grande risco de vício.


Com o álcool ocorreu algo semelhante. Em 1802, um médico londrino recomendava um pesado Borgonha, um bom vinho branco ou mesmo brandy contra a melancolia. A Cannabis e a cocaína também eram comumente utilizadas no século 19 como medicamento. A melancólica escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941) usava o sonífero e calmante Veronal, um barbitúrico. Nos anos 50, entraram em voga as anfetaminas estimulantes. Em todas essas substâncias, o potencial viciante é extremamente alto.


Em 1953, causou sensação uma notícia que dizia que o medicamento utilizado para tuberculose, a iproniazida, também tinha efeito antidepressivo. Alguns anos mais tarde, porém, ele foi tirado do mercado, pois pode causar icterícia. Substâncias bastante semelhantes, denominadas inibidores MAO, até hoje fazem parte do arsenal terapêutico contra a depressão. Eles inibem uma oxidase (daí vem o “O”) – uma enzima que decompõe diversos mensageiros do cérebro do grupo da monoamina (daí o “MA”). Entre eles, encontram-se os transmissores serotonina, dopamina e noradrenalina.


Inibidores MAO fazem com que os neurotransmissores fiquem disponíveis por mais tempo nas sinapses das células nervosas. Infelizmente, eles também cruzam o caminho de outras oxidases, que, por exemplo, decompõem componentes nutricionais. As consequências podem ser dores de cabeça ou pressão sanguínea extremamente alta. Por isso, o consumo de queijo é tabu para pacientes tratados com inibidores MAO.


Ainda nos anos 50, a indústria farmacêutica suíça Geigy sintetizou uma série de substâncias semelhantes à clorpromazina, o primeiro medicamento contra esquizofrenia, e pediu a clínicos que as testassem. O médico Roland Kuhn experimentou a variante G22355 em 150 pacientes com diferentes doenças mentais. Por fim, ele obteve sucesso com depressivos em 1957.


A Geigy denominou a substância de imipramina e a ofereceu ainda no mesmo ano sob o nome comercial de trofanil. Esse foi o nascimento dos tricíclicos, que têm esse nome porque possuem três anéis de carbono. Eles representam, ao lado dos SSRIs, até hoje os antidepressivos mais importantes. Tricíclicos são eficazes, mas têm efeitos colaterais relevantes como obstipação e ressecamento das mucosas.


A mais nova geração de antidepressivos, os SSRIs, prometem principalmente menos efeitos colaterais. No entanto, segundo o farmacêutico Gerd Glaeske, ele apenas tem outros efeitos – por exemplo, problemas estomacais, falta de apetite ou perda da libido. Em 2008, um anúncio de que os SSRIs poderiam estimular o suicídio em crianças e jovens causou grande comoção. Desde então, há avisos a esse respeito nas embalagens dos remédios.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/historia_dos_antidepressivos.html

Mulheres que bebem moderadamente envelhecem melhor .



Mulheres que tomam bebidas alcoólicas de maneira moderada todas as noites tendem a envelhecer com mais saúde, segundo uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard. O estudo, publicado na revista científica PLoS Medicine, concluiu que aquelas que bebiam com moderação - meio litro de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de destilado por dia - tinham chances bem maiores de chegar com saúde aos 70 anos do que as que bebiam demais ou do que as abstêmias. A análise dos hábitos de 14 mil mulheres também concluiu que é melhor beber menores quantidades ao longo da semana que concentrar o consumo de álcool nos fins de semana. Em comparação com abstêmias, mulheres na faixa dos 50 anos que bebiam de 15g a 30g de álcool (uma a duas bebidas) por dia tinham 28% mais chance de atingir o que os cientistas americanos chamaram de "envelhecimento saudável", que significa um bom nível geral de saúde, livre de problemas como câncer, diabetes e doenças cardíacas a partir dos 70 anos. Os especialistas não sabem, no entanto, se é o álcool que gera o benefício ou se outras coisas que acontecem simultaneamente nas vidas dessas mulheres que as tornam mais saudáveis.Os pesquisadores dizem que tentaram controlar fatores como fumo, que poderiam afetar os resultados. Estudos anteriores já mostraram que o consumo moderado de álcool - não mais do que duas ou três unidades por dia - está ligado a um menor risco de problemas cardíacos e outras doenças. Além disso, cientistas também mostraram que o álcool pode ter um impacto positivo no corpo, reduzindo a incidência de inflamações, colesterol alto e resistência à insulina. As bebidas alcoólicas já foram relacionadas, no entanto, a doenças como o câncer de mama. "Quantidades moderadas de álcool podem oferecer alguma proteção contra doenças cardíacas, especialmente para mulheres que já passaram pela menopausa, mas é importante não exagerar", diz Natasha Stewart, da ONG British Heart Foundation. "Beber demais não protege o coração e pode inclusive levar a danos nos músculos cardíacos, derrame e pressão alta. Para quem não bebe, certamente não é preciso começar agora."

Fonte: http://neurocurso.com/neuronews/1286-mulheres-que-bebem-moderadamente-envelhecem-melhor.html

O Sexto Sentido.



Muitos problemas psiquiátricos vivenciados pelos pacientes estão relacionados com as visões, com o escutar de vozes, com o diálogo interior.... Saber compreender as limitações dos nossos pacientes é impressindível para que possamos ajudá-los a lidar com as suas patologias.

The Sixth Sense (br/pt: O Sexto Sentido) é um filme estado-unidense de horror psicológico de 1999, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan. Conta a história de Cole Sear (Haley Joel Osment), um menino incomodado e isolado que é capaz de ver e falar com os mortos, e um psicólogo infantil igualmente perturbado (Bruce Willis), que tenta ajudá-lo. O filme estabeleceu Shyamalan como roteirista e diretor, e introduziu ao público de cinema seus filmes, mais notavelmente sua afinidade para o final surpreendente. O filme foi indicado a seis Óscars, incluindo o de Melhor Filme.

SinopseUm psicólogo infantil, Malcolm Crowe, trata de um garoto de nove anos que tem dificuldades de relacionamento no colégio e vive com medo das visões que tem. Por sua vez, busca se recuperar do trauma sofrido um ano antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente, e ainda atirou nele. Aos poucos, ele consegue conquistar a confiança do garoto, que lhe conta que pode ver pessoas mortas.

O psicólogo consegue ajudar o menino, e mostra que ele deve enfrentar o medo e conversar com os fantasmas que o amedrontam. Assim, ele percebe que os espíritos precisam de ajuda e não querem machucá-lo. Porém, o psicólogo se vê cada vez mais distante de sua esposa, e que ela estaria tendo um caso com outra pessoa. O menino lhe diz que ele deve conversar com ela quando ela estiver dormindo.

PremiaçõesO filme teve seis indicações ao Oscar ("Melhor Ator Coadjuvante" - Osment, "Melhor Atriz Coadjuvante" - Collette, "Melhor Diretor", "Melhor Edição", "Melhor Filme" e "Melhor Roteiro Original"), mas não ganhou nenhum;
O filme foi vencedor de 30 outros prêmios;
O filme teve mais 33 indicações para outros prêmios.

CRÍTICA - O SEXTO SENTIDO - O menino Cole Sear (Haley Joel Osment) tem problemas. Seus temores são mais reais do que as pessoas querem acreditar, seu medo cresce a cada dia, seu sofrimento também.
A quem poderia pedir ajuda, se ninguém acredita no que diz?
As pessoas vêem apenas o que querem ver, acreditam apenas no que querem acreditar, exceto aqueles que são amaldiçoados com o poder de ver além do que gostariam.
Alguns nascem com capacidades que não podem controlar, e poder descontrolado rapidamente se torna uma maldição que se volta contra quem o possui.
O Dr Malcom Crowe também tem problemas, mas o passado lhe clama por justiça, um erro com outra criança, com o mesmo histórico de Cole, que mudou o seu destino, sua vida para sempre.
Agora eles tem que descobrir um meio de confiar um no outro, superar as suas crises pessoais e ver aquilo que não gostariam de estar vendo, mas que é tão real quanto podem acreditar no seu Sexto Sentido.
Neste filme de M. Night Shyamalan (Dr Hill) os detalhes são mais que importantes para se sentir a profundidade da trama. Realçados pela excelente direção, pelos cortes de cena, pelas minúcias como a cor vermelha, que aparece realçada sempre que algo vai acontecer, ou a temperatura ambiente que decresce com a intensidade dos sentimentos envolvidos.
O suspense se mantém, se renova, se transforma de horror em uma certeza triste e melancólica de que não estamos sozinhos, e que nossos medos são justificáveis mas não pelo que julgava-se correto temer.
Um novo olhar sobre o Paranormal, sobre a capacidade de ver o que mais ninguém quer parar e olhar. Como a mente que se nega a ver a verdade, por julgar que a falta não modificará nada em sua vida, sua existência.
“Um não vê o outro, eles só vêem o que querem ver”
Seria uma boa descrição do que fazemos todos os dias. O quanto do mundo que realmente se vê, o quanto se perde em nossa visão periférica, nosso olhar vazio, nossa interpretação fácil e julgamento rápido.
Como se lentes coloridas nos cobrissem os olhos e nos modificassem a visão, cada cultura, cada crença, cada pensamento, pode alterar definitivamente o nosso mundo, até que a verdade se revela por fim, e ao rever tudo o que foi visto, compreendemos mais profundamente o quanto deixamos realmente de ver.
Uma história profunda que nos envolve no talento de Haley Joel Osment, que nos abre os olhos da alma e do coração e nos mostra aquilo que não queremos ver, mas que é real e que está a nossa volta, em todos os momentos.
Depois deste filme, é impossível não prestar mais atenção aos detalhes, fazer uma profunda reflexão sobre o que somos, e o que queremos fazer em nossas vidas.
Aguce o olhar, libere a mente, deixe agir o seu Sexto Sentido, você vai
precisar.

Ficha Técnica:
Título Original: The Sixth Sense
Gênero: Suspense
Duração: 106 min.
Ano: EUA - 1999
Distribuidora: Buena Vista International
Direção e Roteiro: M. Night Shyamalan



O final do filme é surpreendente e prende o espectador, não somente pela forma como o psicólogo conduz seu paciente no controle de suas visões, mas também pela trama inusitada e emocionante.

O filme O Sexto Sentido fica como indicação para o leitor.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Sexto_Sentido
http://www.cineplayers.com/filme.php?id=193
http://www.cranik.com/filme_osextosentido.html

Cientistas identificam possível causa da hidrocefalia .



Cientistas do Instituto de Pesquisa The Scripps, de La Jolla, na Califórnia (EUA), identificaram o que pode ser a maior causa da hidrocefalia congênita, uma das doenças neurológicas mais comuns nas crianças e que, em alguns casos, pode provocar a morte. O novo estudo, publicado nesta quarta-feira pela revista especializada Science Translational Medicine, sugere que a hidrocefalia pode ser provocada por níveis anormais de ácido lisofosfatídico (LPA), um lipídio de transmissão sanguínea que pode entrar no cérebro em altas concentrações durante sangramentos e causar danos no desenvolvimento das células cerebrais. Até agora, os cientistas tinham associado a hidrocefalia aos episódios de sangramento cerebrais, mas não estava clara a causa concreta da doença. Após este estudo, os cientistas poderão aprofundar pesquisas para tratamentos de prevenção e paliativos. "Isto proporciona uma prova de conceito para o tratamento médico desta doença e também sugere que este mecanismo de participação de LPA poderia ser relevante para outros transtornos neurológicos associados com o desenvolvimento cerebral alterado", disse Jerold Chun, diretor do estudo. O LPA se produz normalmente na fase rápida do crescimento cerebral do feto e parece ser importante para o desenvolvimento normal dos neurônios. No entanto, quando os cientistas acrescentaram concentrações superiores de LPA aos cérebros de fetos de ratos, encontraram um inesperado efeito no desenvolvimento cerebral. "Quando os examinamos como recém-nascidos, nos surpreendemos ao ver que tinham cérebros grandes e cheios de líquido. Foi como um momento "eureka", porque nos demos conta que o LPA poderia explicar a hidrocefalia", disse Yun Yung, coautora do estudo. Em uma demonstração final, a equipe tratou vários fetos normais de ratos com um composto que bloqueia a ativação de um dos dois tipos de receptores de LPA e encontrou que, apesar da exposição ao lipídio, seus sinais de hidrocefalia estavam reduzidos de maneira considerável.

Fonte: http://neurocurso.com/neuronews/1285-cientistas-identificam-possivel-causa-da-hidrocefalia.html

Nostalgia e depressão.

Evocar momentos felizes pode agravar o distúrbio.



A nostalgia revelou-se, em vários estudos recentes, um recurso para levantar o ânimo. Por isso, é natural que se suponha que pessoas deprimidas também possam tirar proveito desse efeito. Porém, estudo da psicóloga Jutta Joorman, da Universidade de Miami em Coral Gables, na Flórida, demonstrou em 2007 que pacientes com depressão grave, diferentemente das pessoas saudáveis, não ficaram mais alegres – e até mesmo se tornaram mais tristes – ao se lembrar de momentos felizes do tempo de escola.

Pesquisadores da Universidade Cardiff , no País de Gales, desenvolveram recentemente um sistema para explicar essa descoberta: o modelo de congruência de humor em comparação temporal. Segundo ele, as pessoas depressivas notam pouca identificação entre características pessoais positivas do “eu” de suas lembranças e a percepção de si mesmas no presente. Essa discrepância é acompanhada do sentimento de que o “eu positivo” está em um passado infinitamente longínquo. E concluem: “Em comparação com a pessoa que eu era naquele tempo, hoje sou um fracassado”. Assim, pensamentos nostálgicos poderiam agravar o estado de pessoas com distúrbios depressivos.

Na opinião dos psicólogos Constantine Sedikides e Jochen Gebauer, entretanto, a nostalgia também poderia melhorar o estado de espírito de pessoas que sofrem de depressão. Eles ressaltam que a “saudade de antigamente” se diferencia de memórias felizes em três pontos essenciais:

1. Lembranças nostálgicas são mais multifacetadas e complexas do que as recordações positivas. Além disso, frequentemente incluem uma sequência de superação, o que poderia animar as pessoas. E se uma vez algo já terminou bem, isso pode acontecer de novo;

2. Memórias que despertam saudade são percebidas de forma especialmente nítida, afetiva e rica em detalhes. Revividas com frequência, em comparação com outras memórias, são mais vívidas, fazendo com que o episódio seja sentido como temporalmente muito próximo, o que o torna mais “real”;

3. Como a nostalgia forma uma espécie de ponte entre o passado e o presente, gera sentimento de autocontinuidade. Assim, a maioria dos participantes dos estudos de nostalgia de 2008 concordou com avaliações como: “tenho a sensação de que o ontem e o hoje se misturam”, ou “mantenho várias das minhas antigas características positivas”. Uma identificação tão intensa superaria em nossa percepção a distância temporal entre a lembrança e o momento atual, abrindo perspectivas para tirar a pessoa depressiva da apatia e imobilidade emocional.

Para comprovar as impressões de Sedikides e Gebauer, entretanto, são necessárias mais pesquisas.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/nostalgia_depressao.html

Alfabetização tardia.



Aprender a ler provoca mudanças neurais profundas, mesmo em adultos.
Alguns pesquisadores acreditam que a alfabetização, por ser evolutivamente muito recente, não ocorre em estruturas cerebrais exclusivamente dedicadas a ela. Ao contrário, utilizaria sistemas neurais que evoluíram em associação com funções cognitivas mais antigas, como o reconhecimento de faces, casas e objetos.

Em crianças em processo de alfabetização, o imageamento cerebral durante a exposição a estímulos ortográficos revela a ativação de uma região cortical específica denominada área de formas visuais de palavras (AFVP). Curiosamente, ela se encontra em uma região altamente responsiva a faces. Qual o papel dessa área na alfabetização de crianças e adultos? Ensinar a ler e escrever melhora o desempenho neural em geral, ou existe competição entre funções, por exemplo, entre leitura e reconhecimento de faces?

Algumas respostas foram recentemente publicadas na revista Science por uma equipe de cientistas europeus de diversas instituições, bem como brasileiros do Instituto Internacional de Neurociências e Reabilitação da Rede Sarah. Por meio de comparação entre analfabetos, alfabetizados na infância e ex-analfabetos, os pesquisadores dissecaram os efeitos da escolaridade e da alfabetização no estudo da ativação da AFVP e de outras áreas corticais. Foram medidas as respostas cerebrais à linguagem falada e escrita, faces, casas, ferramentas e padronagens visuais em adultos com diferentes níveis de alfabetização.

Verificou-se que a alfabetização incrementou respostas visuais e fonológicas, aumentou a ativação pela escrita do giro fusiforme esquerdo e induziu uma competição com a representação de faces nessa região. O estudo trouxe ainda um achado inspirador: boa parte das mudanças neurais relacionadas à alfabetização ocorreu mesmo em adultos ensinados tardiamente.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/alfabetizacao_cerebro.html

Cachorro ou gato?

Bebês que convivem com animais domésticos aprendem a diferenciá-los mais cedo.



São muitos os estímulos recebidos pelo bebê. A avalanche de novas impressões pode sobrecarregar-lhe o cérebro ainda imaturo; por isso é tão premente dividi-las e organizá-las. Após sucessivas apresentações de exemplares de categorias semelhantes e diversas, como gatos e cachorros, pesquisadores que realizaram testes para verificar como crianças de 2 a 6 meses raciocinam chegaram à conclusão de que elas começam a diferenciar classes a partir dos 7 meses. Meninos e meninas que convivem com animais domésticos, por exemplo, já os distinguem a partir dos 9 meses, dois meses antes daqueles que não têm tal convivência. Ao contrário do que pesquisadores acreditaram durante algum tempo, os bebês conseguem diferenciar categorias globais antes das básicas. Ou seja: distinguem animais e móveis antes de classes de objetos como gato e mesa. Essa inversão demonstra que eles não levam em consideração apenas semelhanças externas: fazem parte desse processo dados da experiência e a percepção inata que permite a diferenciação entre seres vivos e inanimados.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/cachorros_e_outros_bichos.html