sábado, 25 de agosto de 2012

Protocolos Clínicos da Doença de Alzheimer.

Apresento outro link, agora com o Manual de recomendações da ABN em Alzheimer do ano de 2011.



http://neurologiahu.ufsc.br/files/2012/08/Manual-de-recomenda%C3%A7%C3%B5es-da-ABN-em-Alzheimer-2011.pdf


Este material foi conseguido no site do serviço de neurologia da Universidade Federal de Santa catarina. Consta de artigos muito esclarecedores sobre o tema, desde a definição mais apurada da doença, até o tratamento medicamentoso, sinais e sintomas. O leitor poderá identificar o protocolo clínico através da leitura.

Caso o leitor queira também conferir o próprio site do serviço de neurologia da UFSC, segue aqui o link: http://neurologiahu.ufsc.br/

Muito boa recomendação.

Boa leitura.

Fonte: http://neurologiahu.ufsc.br/protocolos-clinicos/doenca-de-alzheimer/

Neurologia Filme e Vídeo

Segue abaixo o link de um site muito interessante que trás muitos vídeos de neurologia.



http://www.fotosearch.com.br/video-filme/neurologia.html


Infelizmente, os vídeos são para compra, mas a qualidade do material pode ser conferida nos pequenos vídeos apresentados. O leitor pode verificar essa qualidade e, quem sabe, adquirir algum deles.

Boa apreciação.

Fonte: http://www.fotosearch.com.br/video-filme/neurologia.html

Piadas maldosas não melhoram o humor.

Pessoas com observações mais amáveis têm emoções mais positivas.


Uma observação simpática é muito mais eficaz que o sarcasmo para melhorar o ânimo, constataram pesquisadores da Universidade Stanford que testaram o senso de humor de mais de 70 suíços e americanos. Os psicólogos Andrea Samson e James Gross pediram aos voluntários que fizessem piadas sobre fotografias de conteúdo muito pouco agradável: acidentes de carro, cenas de guerra e animais peçonhentos. Parte das pessoas foi orientada a usar humor positivo, isto é, brincar com os paradoxos da vida ou da condição humana; as outras, porém, estavam livres para tecer comentários maldosos.

Andrea e Gross deram exemplos de respostas para conduzir os voluntários: uma foto de uma cobra atacando um bezerro podia inspirar reflexões simpáticas, como “Parece que alguém tem o olho maior que a barriga”, ou maliciosas, como “Minha bolsa nova está se alimentando”. Depois da série de piadas, os psicólogos conversaram com os participantes e analisaram seu estado de humor. Segundo relataram no Cognition & Emotion, os donos das observações mais amáveis apresentaram, em média, emoções mais positivas. Logo, sugerem os psicólogos, lançar mão do humor negro pode até soar engraçado, mas o efeito disso sobre o autor do comentário não parece ser tão benéfico.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/comportamento.html

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Por que crianças têm dificuldade de compartilhar.

Estudo sugere que o ambiente onde os pequenos vivem e a educação que recebem são decisivos para aperfeiçoar a sociabilidade.


A recusa em emprestar brinquedos ou dividir alimentos pode resultar de conexões neurais imaturas. Um estudo publicado na revista Neuron revela que a interação de centros de controle de impulsos é mais frágil em crianças pequenas e tende a se intensificar com o passar dos anos, na mesma medida em que elas aprendem e colocam em prática estratégias sociais.

Cientistas do Instituto Max Planck de Ciências Cognitivas e do Cérebro, na Alemanha, observaram crianças de 6 a 10 anos e pré-adolescentes tomando decisões simples durante um jogo. Eles deviam dividir fichas que valiam pontos (e prêmios) com um receptor anônimo em duas situações: escolher aleatoriamente quanto ceder sem nenhuma consequência e correr o risco de ter sua oferta recusada se a outra criança a achasse injusta – nesse caso, nenhuma das duas ganharia nada. Ou seja, a segunda tarefa exigia maior habilidade social.

Todos os participantes se comportaram de forma semelhante na primeira situação. Na segunda, porém, os mais jovens fizeram ofertas piores e se revelaram mais propensos a aceitar poucas fichas mesmo percebendo que era injusto. Neuroimagens captadas durante o experimento revelaram menor atividade no córtex pré-frontal, centro de tomada de decisões e autocontrole, das crianças mais novas. Estudos anteriores apontaram que menor atividade nessa região está associada a habilidades sociais menos aprimoradas.

Os autores do estudo sugerem que o ambiente onde a criança vive e a educação que recebe podem ser decisivos para aperfeiçoar a sociabilidade e o controle de impulsos nesse período de amadurecimento neural.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/por_que_criancas_tem_dificuldade_de_compartilhar.html

Cientistas brasileiros desenvolvem técnica para diagnóstico precoce de Alzheimer.

Recurso identifica os primeiros sinais da doença neurodegenerativa por meio de neuroimagens.


Uma técnica desenvolvida por neurocirurgiões do Hospital do Coração pode facilitar o diagnóstico precoce de Alzheimer, o tipo de demência mais frequente entre idosos, caracterizada pela perda progressiva das funções cognitivas. Os pesquisadores Antônio de Salles e Alessandra Gorgulho, do Hospital do Coração (HCor), desenvolveram originalmente na Universidade da Caliórnia (Ucla), um método capaz de localizar por meio de exames de neuroimagem pontos de desenvolvimento da patologia com grande precisão. Agora, os pesquisadores trazem o projeto para o Brasil.

A técnica consiste em combinar imagens geradas por PET/CT, um equipamento que une os recursos diagnósticos da medicina nuclear e da radiologia, com a ressonância magnética, e permite identificar os locais de maior concentração de células inativas no cérebro do paciente. “Ao visualizar os exames, vemos diferentes áreas do cérebro e suas vias representadas por cores diferentes, dependendo da direção das fibras nervosas. Os locais com baixa absorção de glicose no córtex cerebral representam áreas com função deficiente e são vistas com menos intensidades que as áreas normais. A partir desse indício, intensificamos as análises por meio do uso de comparação e adição de imagens", explica Salles. O neurocirurgião acredita que o recurso pode permitir o desenvolvimento de tratamento precoce ou preventivo de doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento.

A doença de Alzheimer atinge cerca de 35,6 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais, 1 milhão estão no Brasil. Este número deve triplicar nos próximos 40 anos, segundo estudo da Alzeimer`s Disease International (ADI), somando 115,4 milhões em 2050. Embora ainda não haja cura, existem tratamentos para atenuar o declínio cognitivo associado a patologia. Por isso, quanto mais cedo o diagnostico, maiores são as chances das intervencões. “Diante da situação, é imprescindível contar com ferramentas capazes de diagnosticar a doença com antecedência e precisão”, conclui Salles.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/cientistas_brasileiros_desenvolvem_tecnica_para_diagnostico_precoce_de_alzheimer.html

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A viagem pelos neurônios.

Dentro das células nervosas as informações se propagam e se repetem milhões de vezes, permitindo desde o controle dos batimentos cardíacos até a leitura deste texto, por exemplo.


Mais de 100 bilhões de células nervosas se encarregam de nossos pensamentos. Assim como os empregados de uma empresa, são divididas em áreas de produção e competência: cada neurônio é especializado em um âmbito específico da elaboração dos sinais e da coordenação dos comportamentos. E, exatamente como numa empresa, o cérebro funciona somente se aqueles que têm a tarefa de transmitir as informações se comunicam entre si com eficiência. Mas como se dá esse processo?

As células nervosas transmitem informações sob a forma de impulsos elétricos, os potenciais de ação. Estes se difundem pelos prolongamentos da célula, em cujas terminações estão presentes minúsculas protuberâncias em forma de botão, as sinapses. Cada neurônio é conectado a outras células nervosas através de mais de 10 mil desses minúsculos pontos de contato.

Existem dois tipos de sinapse, dependendo de como transmitem a informação: as elétricas – relativamente raras – e as químicas. No primeiro tipo, o sinal elétrico é transmitido pelo contato entre as membranas de dois neurônios. Estas sinapses fazem o papel de mediadoras, entre outras coisas, nos estímulos elétricos das células musculares cardíacas, permitindo a contração do coração.

A maior parte dos neurônios, porém, apresenta sinapses químicas, separadas da célula receptora da chamada fenda sináptica, com apenas 20 nanômetros (1 nanômetro é uma unidade de medida que equivale a 1 bilionésimo de metro). Visto que um potencial de ação não conseguiria ultrapassar esse espaço, os estímulos elétricos devem ser convertidos em sinais químicos que, ao contrário, superam os obstáculos sem dificuldades.

Essas moléculas, os neurotransmissores, se encontram nas células transmissoras no interior de vesículas de membrana esferoidais. Assim que é gerado um potencial de ação, as vesículas se fundem com a membrana celular na terminação de uma sinapse – a membrana pré-sináptica – e liberam a molécula mensageira na fenda sináptica: é a chamada exocitose ou endocitose.

Os pequenos transmissores se difundem através do espaço sináptico e alcançam os receptores nas membranas das células receptoras que, por sua vez, ativam uma cascata química. Esta transforma novamente o sinal químico em impulso elétrico, que se propaga ao longo do neurônio até suas sinapses. E a cada vez o ciclo recomeça.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/a_viagem_pelos_neuronios.html

Uma questão de potência.

As vivências sexuais pré-genitais na infância, acrescidas das experiências socioculturais, constituem a base da identidade sexual masculina e ajudam a compor o imaginário em torno do pênis.


Símbolo de poder, domínio e virilidade, o pênis sempre ocupou posição de relevância na cultura de praticamente todas as civilizações, sendo inegável o fascínio que exerce sobre a humanidade desde os tempos mais remotos. As diversas representações sobre o órgão sexual masculino formaram um imaginário tão poderoso que ultrapassou o senso comum e tornou-se objeto de estudo da ciência. Elemento fundamental na construção da identidade masculina, a forma como o pênis é visto no contexto sociofamiliar e a percepção que o homem tem do valor atribuído a sua posse determinam o desenvolvimento de sua estrutura psicossexual. Para o jornalista americano David M. Friedman, o pênis é o órgão definidor do sexo masculino, pois constitui a mais evidente diferença física entre homens e mulheres. É a presença ou ausência dessa parte do corpo que, ainda no período da gestação, define não apenas o sexo, mas também como todos os demais passarão a interagir com a criança que está por vir. No caso do menino, grande atenção é dada a seus genitais desde a confirmação do sexo. Tal referência lança as sementes para que, no futuro, ele perceba que tem algo de muito valor: seu pênis. Já quando se trata de uma menina, não há interesse algum por seus genitais; ao contrário, seu sexo é identificado pela ausência do pênis. Segundo a teoria psicanalítica, o desenvolvimento sexual infantil ocorre em três fases: oral, anal e fálica. Antes de atingir a fase adulta ou genital, a criança passa por um período de latência, que se estende até a puberdade. Nas fases oral e anal não existe qualquer diferenciação no desenvolvimento de meninos e meninas, enquanto na fálica, por volta dos 3 anos de idade, há um direcionamento da libido para os genitais.

Nessa etapa as diferenças entre os sexos chamam muito a atenção das crianças e é fácil compreender por que, para elas, pode parecer natural que à menina falte algo em vez de ter um corpo diferente, pois, se o pênis é um órgão externo, de fácil visualização, a vagina caracteriza-se como uma parte interna e, consequentemente, não pode ser vista. De acordo com a teoria freudiana, a compreensão infantil é de que o homem tem algo que falta à mulher, sendo natural a associação de certa superioridade dele sobre ela. Ter pênis é entendido como atributo de valor dos meninos e elemento fundamental da identidade masculina. É na fase fálica que os modelos de relação entre homens e mulheres são organizados, e o menino (no caso, o futuro heterossexual, objeto deste artigo) tem no sexo oposto a obtenção de satisfação de seus desejos. O fato de a mãe ser responsável pela sobrevivência do filho e atender não apenas a suas necessidades fisiológicas, mas também afetivas, leva o menino a elegê-la como objeto de seu desejo. É por meio do contato com ela que o garoto tem as primeiras vivências afetivo-sexuais, alicerces para futuras relações com a figura feminina. É muito comum ouvirmos um filho dizendo ser o namorado da mamãe, concretizando, nessa fala, o desejo de ter a mãe só para si. Mas há um impedimento para a realização dessa fantasia infantil, pois essa mulher já tem outro em sua vida: o pai, como figura de autoridade, que impede o menino de ter a mãe como sua. Ao mesmo tempo que é amado e tido como modelo no qual o filho pode se espelhar, é também o grande rival, gerando sentimentos contraditórios de amor e ódio. O garoto deseja a mãe e quer eliminar seu rival, mas teme ser punido com a castração, configurando o que Freud denominou de complexo de Édipo, em referência à peça Édipo rei , de Sófocles (496-405 a.C.). Segundo a teoria psicanalítica, ao temer a castração, o menino reprime a atração sentida pela mãe, o que encerra, assim, a etapa fálica da sexualidade infantil.

Nesse caso, o garoto poderá identificar-se com a figura paterna e, no futuro, buscar para si uma mulher para amar, desejar e, quem sabe, constituir a própria família. No entanto, se essa etapa for assimilada de maneira negativa, o menino talvez se sinta castrado em sua masculinidade e inseguro quanto a sua capacidade de realizações no campo afetivo-sexual.

Todas as experiências sexuais infantis deixarão profundas marcas na memória, algumas conscientes, porém a maioria, inconscientes.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/uma_questao_de__potencia.html