RELATO DO CASO

MPS, 52 anos, sexo feminino, feoderma, lavradora, encaminhada ao serviço de Neurologia e Neurocirurgia da Santa Casa de Belo Horizonte com história de em julho-1997 ter começado a apresentar cefaléia holocraniana, de forte intensidade, associada a náuseas e vômitos, tendo sido submetida à tomografia computadorizada de crânio (TCC) que evidenciou dilatação moderada do sistema ventricular, com calcificações milimétricas nas regiões frontal, parietal e cápsula interna à esquerda, tendo sido diagnosticado neurocisticercose com hidrocefalia (Fig 1). Foi então optado pela colocação de derivação ventrículo-peritoneal (Hospital Santa Paula), com melhora do estado geral. Após três meses iniciou a apresentar diminuição de força no dimidio esquerdo, progressiva, atingindo também o dimidio direito, associada a parestesias tipo formigamento e diminuição da sensibilidade à esquerda. Ao exame físico apresentava-se com tetraparesia desproporcional, maior à esquerda, no membro inferior esquerdo, grau I, com tetra-hiperreflexia, sem sinal de Hoffman, com sinal de Babinski à esquerda. Sem alteração de sensibilidade. À ressonância nuclear magnética (RNM) da medula evidenciou-se lesão hipointensa em região cervical alta (C4-C5), intramedular.
Foi submetida a hemilaminectomia esquerda, em C3-T1, para exérese da lesão, intramedular, ao nível de C4-C5, que apresentava consistência amolecida e membrana translúcida, característica de cisticerco. O estudo histológico confirmou tratar-se de cisticerco.
No pós-operatório, a paciente evoluiu bem com melhora discreta dos déficits motores e das parestesias. Após um ano da cirurgia, a paciente apresentava melhora significativa da força, apesar de ainda manter discreta tetraparesia espástica.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-282X1999000200023&script=sci_arttext
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