terça-feira, 1 de novembro de 2011

Memória prejudicada.



Lesões no lobo temporal de ratos afetam habilidade de diferenciar objetos.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, descobriram que o córtex perirrinal, situado no lobo temporal médio, pode desempenhar papel importante na formação de lembranças visuais. A neurobióloga Lisa Saksida colocou uma bola em uma gaiola com ratos que tiveram essa parte do cérebro danificada em laboratório e com roedores com o órgão íntegro. Expostos novamente ao objeto após algum tempo, os animais saudáveis aparentemente se lembraram dele, cheirando-o e inspecionando-o menos.


Já aqueles com córtex perirrinal prejudicado examinaram a bola mais vezes, como se estivessem em contato com ela pela primeira vez. No entanto, quando apresentados a alguns objetos novos, agiram como se o conhecessem, vasculhando-o por menos tempo. Segundo Lisa, isso ocorre porque o processamento da visão geral do objeto se dá no córtex visual primário, responsável por aspectos individuais do que foi visto. O lobo temporal, porém, combina os contornos e as cores, realizando uma espécie de construção da imagem mais detalhada, mais definida, que é armazenada no córtex perirrinal.


Os ratos, portanto, apreendem apenas linhas gerais da informação visual. “Se essa região estiver danificada, a representação de objetos complexos não acontece. Assim, a memória recorre aos dados visuais processados pelo córtex visual primário, menos definidos. Por isso os animais não conseguiram diferenciar objetos com cores ou formas semelhantes. Eles reconheceram somente as linhas gerais”, explica a neurobióloga.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/memoria_prejudicada.html

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